
A manchete que traz a foto enviada por uma internauta que trabalha nas proximidades da Igreja Matriz, Centro de Linhares, repercutiu no município (confira link no final do texto) e um projeto protocolado na Câmara Municipal um dia após a veiculação no quadro “O Que Você Viu?”, prevê a proibição da limpeza de calçadas, estacionamentos e vias públicas com água tratada. A iniciativa foi do vereador Estéfano Silote (PDT). A Matéria que proíbe a lavagem de calçadas, vias públicas e automóveis com água tratada visa impedir o desperdício de recursos hídricos.
O teor do documento diz que “a limpeza de calçadas, estacionamentos e vias públicas somente deverá ser feita através de varredura, aspiração e outros recursos que prescindam de lavagem, exceto quando esta for realizada com água de reuso ou de aproveitamento de água de chuva”.
Multa
A proposta do vereador estabelece que o desperdício de água tratada em flagrante seja punido com advertência. Caso o cidadão venha a cometer novamente a infração, será advertido com uma multa correspondente a R$100,00. Além disso, a cada reincidência, a cobrança passará a ter valor dobrado.
Segundo o projeto, os valores referentes às multas que forem aplicadas aos infratores, deverão ser destinadas exclusivamente para as entidades carentes e filantrópicas do município, a fim de que sejam realizados projetos socioeducativos voltados para a preservação da água e do meio ambiente.
Rio Pequeno
Recentemente, as atenções da população e autoridades ficaram voltadas para o Rio Pequeno, depois que uma mancha escura, denominada de cianobactéria apareceu no rio, local onde é feita a captação da água para ser tratada e distribuída a população. O abastecimento da cidade ficou suspenso por aproximadamente 48 horas, e alguns moradores sentiram na pele, o que passa muitos brasileiros nos dias de hoje: a falta d’água.
O vereador, ao falar sobre o projeto, esclarece que não quer chegar à punição por meio da multa. “Essa medida poderá ser aplicada caso sejam esgotadas todas as possibilidades de evitar o desperdício de água. O nosso chamado é no sentido de que a população tome ciência dos transtornos que ela própria poderá enfrentar, caso a água não seja usada de forma consciente. Mas se não houver outro jeito, a multa poderá ser a medida adotada” frisou Silote.
O projeto já está em tramitação na Câmara Municipal de Linhares. Caso seja aprovado, o projeto será encaminhado ao prefeito Nozinho Corrêa (PP) para receber a sanção do chefe do poder executivo e posteriormente ser publicado oficialmente. A partir da publicação, as normas estabelecidas no texto da Matéria passarão a vigorar.
Informações e parte do texto: Adriano Alves
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