
Como todo linharense sabe, o ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB) teve suas contas rejeitadas pela Câmara Municipal de Vereadores e, por consequência, poderá ser punido pela Lei da Ficha Limpa. Mas pelos bastidores, já se comenta que o deputado teria um plano B: apostar suas fichas no advogado Lucas Scaramussa, do mesmo partido, caso seja impedido pela Justiça Eleitoral de disputar o pleito. Realmente, imagino, trata- se de uma boa alternativa. Lucas é jovem, dinâmico e mostrou na última eleição, quando se candidatou a deputado federal, que leva jeito para o negócio. Mas será que Guerino conseguiria transferir votos para seu pupilo?
Vamos analisar sua performance como cabo eleitoral: Na eleição municipal passada, por exemplo, 10 dos 13 vereadores eleitos chegaram à Câmara Municipal com seu apoio. Um desempenho sensacional. Entretanto, isto não se repete em outros planos. Me desculpem se estou dando alguma informação equivocada, mas podemos lembrar vários nomes de candidatos que foram apoiados pelo deputado e não conseguiram deslanchar.
O primeiro que me vem à mente é o do empresário Vanderlei Ceolin. Na eleição de 2004, ele foi a alternativa que Guerino encontrou para derrotar Zé Carlos Elias, mas a performance de seu candidato não correspondeu às expectativas. Na eleição anterior, em 2002, o ex-prefeito não conseguiu transferir seu prestígio nas urnas para nenhum dos quatro candidatos que apoiou: Valdir Massucatti para federal, e Esmael Loureiro, José Belizari e Toninho de Freitas, para estadual.
Em 2006, Tarcísio Silva perdeu para deputado federal e, em 2010, Tarcísio perdeu novamente para federal e Ivan Salvador para deputado estadual. Na verdade, o melhor resultado alcançado por Guerino neste plano, foi com Lucas Scaramussa que obteve 16 mil votos, uma performance surpreendente para quem estava disputando sua primeira eleição. Mas minha análise está baseada na hipótese de Guerino não ser candidato, pois, apesar de correr o risco de ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, ele pode reverter o quadro junto à Justiça. O mesmo pode acontecer com o ex-prefeito Zé Carlos Elias que, apesar de ter sido marcado com o carimbo da inelegibilidade, também pode retornar ao cenário. Não seria ele de fato o candidato de Nozinho Correa? Não custa perguntar.
Zenilton Custódio é jornalista
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