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Zenilton Custódio: políticos ainda subestimam o trabalho das assessorias de imprensa

Será que vale enviar releases para as redações dos jornais?

13/09/2015 às 10h25
Por: Redação
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Zenilton Custódio: políticos ainda subestimam o trabalho das assessorias de imprensa

Sem comunicação não sobrevive. Apesar de vivermos em plena era da comunicação, em um tempo em que as informações e a divulgação ocorrem em altíssima velocidade, é fácil perceber que muitos prefeitos e vereadores ainda subestimam o trabalho das assessorias de imprensa.
Parecem não entender que ter uma boa imagem se constitui em fator de vantagem competitiva, e isso não cai do céu, se constrói com inteligência, informação, pesquisa, uso de técnicas de comunicação e muito profissionalismo. Antes de iniciar minha rápida exposição, é importante destacar que a assessoria de imprensa se constitui em um dos instrumentos do complexo sistema de comunicação.
Aqui em nossa região (Norte Noroeste), um rápido levantamento que fiz junto a prefeituras e câmaras municipais, mostrou que a maioria carece desse tipo de estrutura. Grande parte das assessorias funciona de forma improvisada, resumindo sua tarefa ao envio de releases para as redações. Concordo que na maioria dos casos não se justifique montar uma super estrutura de comunicação, pois são municípios muito pequenos. Mesmo assim, seja rica ou pobre, prefeituras e câmaras precisam do serviço, caso contrário, dificilmente seus dirigentes conseguirão sobreviver neste competitivo cenário. Sobretudo, se consideramos que hoje qualquer pessoa pode acessar a internet, como políticos oposicionistas ou eleitores descontentes e produzir queixas, críticas infundadas e denúncias falsas, apressadas e incompletas. Não é mais necessário a figura do repórter para produzir "más" notícias. Qualquer pessoa pode fazer isto, basta ter um celular nas mãos. Portanto, é necessário ficar em permanente estado de alerta e capacitado para desmontar as armadilhas e dar respostas rápidas e convincentes.
"Mas eu já conto com uma assessoria de comunicação e ela não tem gerado os resultados esperados", algum prefeito ou vereador pode argumentar. Pode ser, mas não basta contratar um "assessor". Encontrei casos- não vou nominá- los- em que os contratados para exercer a função nem são do metier, ou seja, nunca trabalharam em uma redação e, portanto, dificilmente conseguirão entender a dinâmica de funcionamento de um jornal. Também me deparei com outros que, apesar da experiência, atuam em um ambiente onde não foi implantada uma cultura e uma política de comunicação, externa ou mesmo interna.
Além disso, muitas vezes o assessor não está inserido no circulo das decisões do poder, portanto, não compartilha ou não tem acesso às mesmas informações do pessoal do alto clero. Sua estratégia de coleta de dados se resume a catar uma informação aqui e outra ali. Até para justificar o salário que recebe ou para mostrar que está fazendo alguma coisa. Quem tem experiência em redação de grandes jornais sabe que não adianta ficar mandando releases a torto e a direito, entupindo as caixas de mensagens dos veículos.
É a tática de atirar para todos os lados para ver se acerta alguma coisa. Por outro lado, devemos considerar que nos dias de hoje as redações se alimentam desse tipo de material, que chega para elas de forma cômoda, com custo zero. Mas até o texto ser publicado, é outra história, pois tudo passa por um filtro que separa o que serve do que não serve. Daí, a necessidade de profissionalização do serviço. O assessor tem que saber fisgar o jornalista, tem que ser malandro (no bom sentido). Tem que pensar estrategicamente onde quer ver seu release publicado, em que seção do jornal. Não basta ficar fabricando releases e enviando para as redações. É perda de tempo.
É preciso construir uma ponte com os jornalistas. Sugerir boas pautas, por exemplo, mesmo que não tenham nada a ver com as atividades da instituição que representa, pode ser um bom caminho. Nem por isso, entretanto, o assessor deve cair na ilusão de que se fizer amizade com o jornalista irá emplacar suas pautas. Isto só acontecerá se o assunto for interessante, se do outro lado alguém morder a isca.
Quando trabalhava na redação de um grande jornal, lembro- me que recebia releases sem pé e sem cabeça. Muitas vezes, você tinha que ler um texto de todo tamanho, que te consumia tempo e energia, para procurar em que parte estava a notícia. Porém, como vive na maior correria o repórter deleta o release antes de chegar no segundo parágrafo. Bem, poderíamos nos estender nesse assunto durante horas, pois a cada dia a questão da comunicação corporativa torna- se mais complexa.
Mas, resumindo, não basta ter uma assessoria de Imprensa, é preciso criar uma cultura e uma política de comunicação dentro do ambiente de trabalho, caso contrário, estarão exigindo que seus assessores façam milagre.
Zenilton Custódio é jornalista

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SandrinhaHá 11 anos ---Oportuna reflexão.Bela
RecalqueHá 11 anos ---Redundância no texto e com pouco teor explicativo. Muito ruim!
NozinhoHá 11 anos ---Reflexão bela, e oportuna
José PauloHá 11 anos ---O assessor formado ou não só fala o que o chefe quer ! só divulga o que o patão ou politico quer! então chega de melongas.
Carlos CapixabaHá 11 anos ---O Zé Ruela, em texto acima, quis da uma de professor mas tb escorregou feio na confecção de sua observação exagerando na aplicação dos dois pontos
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