
Diante da crise econômica nacional, o prefeito de Linhares, Nozinho Corrêa, divulgou na manhã desta quinta-feira (3) um pacote de cortes que tem como metas reduzir os gastos com folha de pagamento do município e revisão de contratos. Entre as medidas tomadas está a fusão de oito secretarias e redução de salários de cargos comissionados. A expectativa é economizar cerca de R$ 70 milhões até o final de 2016. Todo o pacote teve como base o estudo de Revisão da Estrutura Administrativa do Município, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos últimos cinco meses.
As secretarias de Esporte, de Turismo e de Cultura, foram fundidas, ficando a cargo do secretário José Carlos Fiorot. A Secretaria de Comunicação se une ao Gabinete do Prefeito, ficando sob responsabilidade de Wélio Pompermayer. A Secretaria Extraordinária de Compras se funde com a Secretaria Extraordinária de Gestão Patrimonial, tendo à frente o secretário Nivaldo Marchete. Já as secretarias de Governo e Planejamento se unem, ficando a cargo do secretário Cássio Dias Lopes. O estudo da FGV também apontou a necessidade de fusão das secretarias de Desenvolvimento e Meio Ambiente, uma união que já tinha sido colocada em prática e tendo o secretário Rodrigo Paneto à frente dessa fusão. Os secretários não vão acumular rendimentos.
Mais medidas
Outras medidas tomadas foram a suspensão de pagamento de jetons a servidores de todas as comissões e conselhos constituídos no município, suspensão de pagamento de horas extras para os servidores municipais, proibição de interrupção de férias, redução de 15% nos salários dos cargos comissionados abrangidos pelo padrão CCS-01 a CCS-06 e suspensão temporária de todos os contratos de estágio remunerado.
Economia
Também faz parte do pacote de cortes uma lista com a exoneração de 300 cargos em comissão além de revisão e cortes nos contratos com o município. As decisões visam a contenção de despesas, otimização dos recursos existentes e qualificação do gasto público, primando pela eficiência na gestão governamental. O impacto positivo para a cidade será uma economia prevista de R$ 70 milhões até o final do exercício de 2016. “Tenho ciência que são medidas duras, mas necessárias. Eu sempre digo que remédio ruim é o que cura. E como gestor, tenho a obrigação de tomar decisões que sejam positivas para o município. A crise econômica não é nossa, não é de Linhares, basta ver o Rio Grande do Sul com dificuldades para pagar salários e algumas prefeituras de Minas Gerais tendo que fechar as portas durante alguns dias da semana. A decisão que tive que tomar foi para manter o crescimento de Linhares”, afirmou o prefeito Nozinho Corrêa.
Por Secretaria de Comunicação
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