
O Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário do Espirito Santo (SINDASPES) agendou uma visita à Penitenciária Regional de Linhares (PRL), nesta quarta-feira (26), após receber denúncia de poluição na Lagoa do Meio, dando conta de que o esgoto da unidade é lançado in natura, nas águas da lagoa que, além dos bairros Lagoa do Meio e Jardim Laguna, comtempla margem em parte dos bairros José Rodrigues Maciel, Interlagos, Aviso e Araçá. Na visita, além de averiguar como está a situação da poluição causada pelo esgoto da PRL, conforme informou a assessoria de comunicação do SINDASPES, o 1º Secretário da entidade sindical, Sandro Giovano, também vai aproveitar para denunciar o ato aos Órgãos locais de fiscalização.
Ao expor a denúncia com fotos enviadas por moradores de Linhares, a assessoria de comunicação do SINDASPES destaca: “Imagine a quantidade de esgoto que mais de 100 presos podem gerar por dia? Agora, imagine todos esses dejetos sendo jogados de forma indiscriminada e sem tratamento em uma lagoa. Esse absurdo acontece na Penitenciária Regional de Linhares (PRL), no norte do Estado”.
Na publicação da denúncia, o SINDASPES acrescenta que o ato acontece desde que a PRL foi construída e que a responsabilidade do crime ambiental é do Governo do Estado. “O próprio Governo do Estado precisa dar o exemplo quando o assunto é preservação do Meio Ambiente e despoluição das águas. Recentemente o governador Paulo Hartung lançou uma campanha de reflorestamento de nascentes, em parceria com o Instituto Terra. A intenção é combater a escassez de água que causou uma crise hídrica em nosso estado”, conceitua o sindicato. “Infelizmente a lagoa já é considerada poluída pelos moradores. Nadar no local e comer os peixes que resistem em sobrevir é algo proibido”, lamenta a assessoria de imprensa do SINDASPES. “O SINDASPES recebeu as fotos e a denúncia e está cumprindo seu papel fiscalizador. Oficializamos a Coordenadoria de Execuções Penais do Tribunal de Justiça para averiguarem os fatos e cobrar providência dos responsáveis”, disse Getúlio Costa ao repassar a denúncia ao Site Eu Vi em Linhares. “O esgoto é despejado na lagoa pelos fundos da unidade prisional. O mau cheio é tanto que é quase impossível ficar no local. A presença de animais, como urubus, é considerada normal pelos inspetores penitenciários que trabalham na PRL. Alguma coisa precisa ser feita urgente e a nossa parte estamos fazendo”, conclui Getúlio.
Em contato com a Prefeitura Municipal de Linhares, a assessoria de comunicação disse em nota que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente do município, participou de uma vistoria conjunta com o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema). Na ocasião, o Iema notificou a Penitenciária Regional de Linhares (PRL) exigindo que as adequações ambientais necessárias fossem feitas.
Em contato com a Sejus, o e-mail enviado no início da manhã desta quarta-feira (26) não foi respondido até a postagem desta informação.
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