
A Superintendência Regional de Educação (SRE) Linhares realizou nesta quarta-feira (5) as atividades de capacitação “Atendimento Educacional Especializado em Sala de Recursos e Trabalhos Colaborativos”, voltado para profissionais que atuam em salas de recursos das escolas Estaduais que abrangem os municípios de Linhares, Sooretama, Rio Bananal, Aracruz e João Neiva, além de pedagogos e cuidadores. A iniciativa visa aperfeiçoar e fortalecer o vínculo entre teoria e a prática pedagógica do Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
O evento, foi ministrado pela técnica pedagógica referência na Educação Especial, Geovanete Lopes de Freitas Belo, e os convidados participaram de leituras e estudos de textos teóricos, enquanto os docentes colocaram em prática situação dos seus alunos, ocasionando a ação e a reflexão. Geovanete Lopes de Freitas Belo é a Técnica da SRE Linhares/EJUD - Educação Especial.
De acordo com a cuidadora Kátia, da EEEFM “José de Caldas Brito”, o evento visou capacitar o atendimento dos profissionais promovendo o trabalho colaborativo entre eles e os professores do ensino comum. “Durante o encontro, pudemos aprofundar nossos conhecimentos e, com isso, poderemos oferecer instrumentos adequados para cada aluno, de acordo com suas necessidades”, afirmou.
O professor de matemática, Jean Javarini, falou do retorno que a iniciativa proporcionou: “Tivemos um retorno gratificante com diversos depoimentos de professores que nos informaram que houve um avanço importante no processo de ensino-aprendizagem de todos os alunos. Trabalhamos a importância da realização do planejamento semanal nas áreas onde o professor especializado atua. É nesse momento que as articulações do currículo ocorrem, definindo o que e como será trabalhado no contra turno e no trabalho colaborativo”, afirmou Jean.
Segundo a técnica Geovanette, é necessário fazer uso do plano de desenvolvimento individual do aluno, levando em conta o currículo e a série onde estuda, para garantir os direitos de aprendizagem dos estudantes com deficiência. Foi levantada a reflexão de que a deficiência não pode ser considerada um impedimento no ensino, mas deve ser considerada como uma oportunidade de pensar em novas metodologias, estratégias e recursos que deem conta de ensinar todos os alunos, respeitando suas limitações e estágios cognitivos. “É preciso formar os professores para atender as especificidades de ensino e aprendizagem de alunos com deficiência, a fim de articular o currículo com as áreas e modalidades de ensino”, finalizou Geovanette.
Mín. 19° Máx. 28°