
Pelo menos 700 alunos de escolas municipais de Linhares correm o risco de ficar sem atividades educacionais complementares promovidas por meio do programa “Mais Educação” do Ministério da Educação (MEC) no segundo semestre deste ano. O motivo seria o atraso no pagamento dos valores referentes à segunda parcela de 2014, que até hoje não foi repassado pelo Governo Federal a sete escolas do município.
Sendo assim, o “Mais Educação” estará suspenso nas escolas Dinorah Almeida Rodrigues, no bairro São José, Professora Urbana Penha Costa, em Povoação, EMEF Manoel Martins, em Pontal do Ipiranga, Professora Maria da Penha Pazito Ventura, no Interlagos, Adelson Del’ Santo, no Nova Esperança, Elza Roni Scarpati, na Lagoa do Meio, e EMEF Maria Souza Matias, no Movelar. O secretário municipal de Educação de Linhares, Sérgio Lopes, lamentou a suspensão do "Mais Educação" nessas escolas. “Trata-se de um projeto muito bom para o desenvolvimento educacional dos alunos e o município gostaria muito que ele continuasse. Porém, sete escolas de Linhares ainda não receberam a segunda parcela referente a 2014 e o próprio MEC orientou que essas escolas suspendessem as atividades do ‘Mais Educação’ até que a segunda parcela seja paga. Contudo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não deu um prazo concreto de quando a parcela será paga”, explicou Sérgio.
O Programa Mais Educação foi criado pelo Governo Federal e constitui-se como estratégia do Ministério da Educação para indução da construção da agenda de educação integral nas redes estaduais e municipais de ensino. O objetivo é ampliar a jornada escolar nas escolas públicas para no mínimo 7 horas diárias por meio de atividades optativas como acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.
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