
Poetas, músicos, compositores, capoeiristas, palhaço, artesãos, grupos de dança, entre outros da classe artística de Linhares lotaram o auditório do Plenário Joaquim Calmon, na Câmara Municipal de Linhares na noite desta segunda-feira (6), onde aconteceu a votação do novo texto da lei Lastênio Calmon Júnior. O objetivo é unânime: ter acesso às doações, patrocínios ou investimentos da iniciativa privada para que projetos saiam da gaveta ou sejam ampliados pelos seus respectivos autores.
A lei estava “parada” há quase 10 anos esperando pela ação que agora vem de anseio às necessidades dos artistas. Com o novo texto, o município emitirá um certificado comprovando a contribuição de incentivo que vale como um cupom, que será deduzido no valor do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), pago pelas empresas ao município.
Ainda de acordo com o novo texto, o incentivo aos artistas deverá ser um valor entre 1% a 3% do valor total de imposto que será pago ao município pela empresa. O artista que se interessar pelo benefício, terá de apresentar um projeto para a Comissão Especial da Lei, formada por três secretários municipais, dois representantes do poder Legislativo e sete membros do Conselho Municipal de Cultura.
Atuando há 34 anos, Joaquim Gonçalves de Oliveira, o Palhaço Risadinha, espera há oito anos por incentivo para gravar um DVD e lançar um livro. O projeto dele visa formar cidadão, ou seja, trata-se de um trabalho junto às crianças, com objetivo de alertar sobre os perigos das drogas. Já o cantor Felipe Fantin, endossou: “Quando se tem incentivo fora de casa, é quase 100 % garantida a formação de pessoas de bem”, disse o cantor, cujo estilo nos palcos é o forró.
Entre o público o Site Eu Vi em Linhares também conversou com Joel Júnior, cantor e compositor que sonha gravar um CD. “Acredito que, finalmente, poderei realizar esse sonho”, resumiu. Também no salão conversamos com a poetisa Fernanda Passos Sasso (foto abaixo), que sonha em transferir para um livro, mais de 130 poesias encadernadas. "É tudo o que preciso", afirmou.
E menos de meia hora após ser mencionado, o projeto 1475/2015 foi aprovado por unanimidade, com sequência de palmas, assovios, som de berimbau e muita alegria.
Os artistas esvaziaram o Plenário e na Rua José Tech, em frente à Câmara, aconteceu uma cena que emocionou: a Banda Marcial da escola Marília de Resende começou uma apresentação e em seguida capoeiristas se aglomeram na calçada da Casa de Leis e ali aconteceu uma fusão de roda de capoeira ao som de berimbau com os instrumentos musicais da Banda.

Mais uma classe querendo mamar impostos. Bando de ................., vão para a ////// que lhes respectivamente pariram.
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