
Um Boletim Unificado registrado no início da tarde deste sábado (2), por um Cabo da Polícia Militar, traz como cenário a Fundação Beneficente Rio Doce e o motivo é a falta de pediatra no referido hospital.
O documento número 24605032/2015 dá conta de que os colegas do Cabo estiveram na Unidade e que o solicitante, de 42 anos, relatou também a falta de atenção recebida por parte do profissional que estava no plantão como clínico geral. O Cabo, que é cliente de um plano de saúde que só atende no Hospital Rio Doce, disse que levou o filho de 12 anos porque a criança apresentava febre, dor na cabeça e no corpo. “Todavia, no referido hospital, não havia pediatra de plantão e o médico (não divulgaremos o nome porque não conseguimos o contato com o mesmo), que estava de plantão e é Clinico Geral se recusou a atender o menor”, diz o relatório do BU.
Ainda de acordo com o Boletim Unificado, para não ficar sem o atendimento médico para o filho, o policial deslocou-se até o hospital Unimed, no bairro Colina, onde teve que pagar para ser atendido.
O outro lado
Em contato telefônico com o Hospital Rio Doce, a informação é que, por ser domingo, nenhum diretor estava presente.
CPI
No dia 6 de abril a Câmara Municipal aprovou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as contas da Fundação Beneficente Rio Doce e a iniciativa foi aprovada por unanimidade. O pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito foi protocolado na tarde do dia 1º, após a unidade hospitalar decretar subitamente o fechamento da maternidade e suspender o atendimento dos casos de urgência e emergência ao público.
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