
O vereador João Freiris Júnior, o Juninho (PP), protocolou na tarde desta quarta-feira (01) um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as contas da Fundação Beneficente Rio Doce. O pedido de CPI teve como fundamento a recente decisão da unidade hospitalar decretar subitamente o fechamento da maternidade e o fim do atendimento dos casos de urgência e emergência ao público. O hospital alega atraso no repasse de convênios pela Prefeitura de Linhares. Já a prefeitura apresentou documentos que contradizem a direção do Rio Doce.
Para Juninho, a abertura da CPI é fundamental para realizar uma análise criteriosa das contas do Hospital Rio Doce, que recebe verba pública para complementar o atendimento médico que é prestado no Hospital Geral de Linhares. “Sempre suspeitei da aplicação dos repasses que a Fundação Rio Doce tem recebido tanto da União quanto dos governos Estadual e Municipal. Temos dados que afirmam que de 2014 até agora o município já repassou mais de R$ 32 milhões para o Hospital Rio Doce. Na próxima segunda-feira (6), assim que a CPI for aprovada, vamos entrar na Fundação e faremos uma varredura em tudo que é realizado lá dentro. Doe a quem doer, Linhares vai saber para onde foi o dinheiro. A população de Linhares tem o direito de ser informada, com total transparência, tanto do repasse das verbas quanto pela investigação que será feita”, garantiu o vereador.
Sendo aprovada, a CPI terá um prazo de 90 dias para concluir o resultado das investigações. Comprovando irregularidades, a Câmara irá confeccionar um relatório final e apresentará o documento ao Ministério Público Estadual e Federal para que tomem as devidas medidas legais. O relatório será lido em plenário, como forma de dar publicado à investigação realizada.
Em contato com o vereador e médico José Zitenfeld Cardia, que é visto como oposição na Câmara, trabalha no Hospital Rio Doce, onde até pouco tempo era Diretor Clínico. As palavras foram essas: “É muito importante a CPI para averiguar tudo e, se houver qualquer erro eu serei o primeiro a botar a boca no trombone. Nunca tive acesso à parte financeira do hospital, pois o Diretor Clínico não tem esse acesso, mas se ficar provado que não existe irregularidade, a CPI também tem a obrigação de tornar isso público”, disse Cardia.
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