
Quem está cogitando se candidatar a vereador na eleição de 2016, terá que se empenhar mais na busca pelo voto. É que o Senado Federal aprovou em primeiro turno o fim de coligações partidárias para eleições proporcionais- de deputados federais, estaduais e vereadores. Se a medida tivesse sido adotada em 2012 quatro dos atuais vereadores de Linhares não teriam sido empossados.
Foi o que observou o consultor político, Ronaldo Almeida Campos, destacando que, caso a decisão seja consolidada, os candidatos terão que adotar novas estratégias de campanha para conseguir maior número de votos possível.
Se o novo sistema já estivesse em vigência, a composição da Câmara Municipal seria diferente da atual. Confira: Dr. Cardia, PSD (4.022 votos), Fabrício Lopes, PMDB (2. 184 votos), Amantino Pereira, PMDB (2. 148), Renato Rangel, PP (1.927), Estéfano Silote, PDT (1889), Joel Celestrini, PRB (1. 878), Juca Gama, PSD (1. 787)- com a morte dele assumiria o 14° candidato mais votado, no caso, Ricardinho da Farmácia, que obteve 1. 345 votos. Na sequência da composição da Câmara Municipal aparecem ainda Tarcísio Silva, PSB (1. 638 votos), Bil, PMDB (1. 533 votos), Marcelo Pessotti, PPS (1. 514 votos), Miltinho Colega, PSDB (1. 423 votos), Alaor Pessotti, PSB (1. 409) e Zeca Correia, PPL (1. 345 votos).
Ronaldo observou que com a saída do vereador Estéfano Silote (PDT), que assumiu a secretaria municipal de Esportes, quem entraria em seu lugar seria o vereador Teixeira, do PSC, que teve 1. 339 votos e não Regina, que obteve 751 votos, ficando na 30ª colocação. Ela só ocupou a vaga por ser do mesmo partido de Silote.
Vereadores que estariam fora da Câmara Municipal se a coligação partidária proporcional não os tivesse beneficiado: Teixeira, PSC (que foi o 15º mais votado), Juninho do Aviso, PP ( 16º), Edmar Vitorazzi, PTN ( 18º) e Pastor Miravaldo, PSC ( 21º ).
De acordo com Ronaldo, no caso da proposta ser aprovada em caráter definitivo, os vereadores terão que trabalhar mais para ampliar seus redutos eleitorais. Citou, por exemplo, o caso do vereador Vitorazzi, que tem como reduto o bairro onde reside Canivete. Para alcançar uma votação mais ampla ele agora terá que buscar votos em outras regiões, o que, fez questão de frisar Ronaldo, deverá acirrar mais a competição entre os candidatos.
Saiba mais:
COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA PROPORCIONAL- Para se chegar ao resultado final, aplicam- se os chamados quocientes eleitoral (QE) e partidário(QP). O QE é definido pela soma do número de votos válidos), dividida pelo número de cadeiras em disputa. Apenas os partidos isolados e coligações que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga.
COM O FIM DA PRÁTICA- Só serão eleitos os candidatos mais votados, ou seja, no caso de Linhares, 13.
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