
Já há vários anos, comerciantes instalados nas imediações de um trecho de cerca de 200 metros dos canteiros centrais da rodovia BR- 101, no perímetro urbano de Linhares, sofrem com o mau- cheiro exalado pelas fezes de um bando de andorinhas que se concentra nas árvores locais. A situação é tão crítica, que os transeuntes são obrigados a disputar espaço na pista com os carros para não pisar nas grossas camadas de coco das aves.
O comerciante Laudecir Neves Pimenta, afirmou que até os garis que prestam serviço para a Prefeitura Municipal de Linhares evitam passar pelo local. ”Isto está aí há vários anos e ninguém limpa”, declarou, argumentando que a ideia não é declarar guerra aos pássaros, mas apelar para que uma solução seja adotada.
O frentista Aroldo Lopes, que trabalha nas imediações sugeriu que a prefeitura utilize diariamente um carro pipa para lavar aquele trecho da calçada com água clorada e, desta forma, impedir a proliferação de bactérias e fungos que possam transmitir doenças.
A situação se repete já há vários verões, conforme informou a comerciante Margarida Proedel. Segundo ela, o fedor aumenta durante os períodos chuvosos do verão, chegando a ficar insuportável, de acordo com a posição do vento.
Muitos trabalhadores da região relataram que, para evitar o trecho são obrigados a disputar espaço na pista da rodovia com os carros. “Se alguém passar por ali tem que tirar os calçados e lavá- los antes de entrar em casa”, disse.
Mas de acordo com o especialista em doenças infecto- parasitárias, Carlos Montes Gurgel, as fezes só representam risco à saúde no caso de contato direto e duradouro.
O problema está concentrado no trecho compreendido entre as empresas Fiat Veículos e Immel Metal Mecânica, de um lado e, no outro, entre a Multiplan e a Linfel.
Zenilton Custódio é jornalista
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