
O horário de verão não será prorrogado. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga informou, nesta quarta-feira (11) que o governo avaliou que não vale a pena estender o horário diferenciado, em vigência para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Na avaliação do governo, com mais um mês de horário de verão, algumas localidades do país ficariam com um período da manhã mais escuro, e a economia no final da tarde não seria tão expressiva, já que o pico de consumo tem se deslocado do final da tarde para o início da tarde.
O horário de verão começou no dia 19 de outubro de 2014 para os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai terminar no dia 22 do mês em curso. O principal objetivo da medida é reduzir o consumo de energia no horário de pico, registrado a partir das 18 horas, aproveitando melhor a luminosidade natural.
Esperado e também criticado por muitos, o horário alterado implica na vida das pessoas, como diz a dona de casa Jocenira Duarte Oliveira, moradora no Centro de Linhares. Ela e a família moram em Linhares recentemente e todos demoram para se adaptarem: “O corpo sente, literalmente, na pele. Não me acostumo e quando começo a me acostumar, o horário termina. Dá até vontade de soltar fogos. Eu, particularmente, não acredito que essa mudança gere economia e acho que o governo deveria se preocupar em conscientizar as pessoas a economizarem, e não mexer com o tempo como tem feito”, explanou Jocenira.
A opinião de Leonora Altino Santos, que trabalha no comércio, difere: “Eu adoro o horário de verão e é uma pena ele não ser prorrogado. Não sei o que isso significa em economia de energia, mas lá em casa e aqui na loja o consumo não diminuiu. O bom é que podemos curtir mais o dia e no final, vem aquela hora que perdemos no início. Dá até para descansar melhor”, disse a comerciária.
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