
O julgamento de Genebaldo Carlos da Fonseca Junior, que de acordo com o Ministério Público é um dos envolvidos na morte do ativista político Jonas da Silva Soprani, 48 anos, em junho de 2021, foi redesignado. O júri que aconteceria nesta terça-feira (12), e traria à tona um crime que repercutiu no Brasil, agora será no dia 16 de junho próximo. Não fomos informados sobre o motivo do adiamento.
Conforme amplamente divulgado em manchetes no Eu Vi em Linhares, que assim como esta, pautará outros veículos de comunicação, Além de Genebaldo, outros quatro indivíduos são citados na denúncia do Ministério Público como envolvidos no crime. Um deles já morreu. Jonas era conhecido por registrar vídeos de cunho político e divulgar nas redes sociais. Na ocasião, um cliente do bar também foi baleado, e sobreviveu. Confira o que cada um dos envolvidos fez, de acordo com a denúncia do MP, começando pelo réu Genebaldo:
GENEBALDO CARLOS FONSECA JÚNIOR > segundo intermediário, eis que designou os executores que fazem parte do seu grupo criminoso e que eram especialistas no crime de homicídio. Posteriormente os ajudou a esconder as roupas utilizadas no crime, visando, por certo, o sucesso da empreitada.
WALDEIR DE FREITAS (ex-vereador)> foi o autor intelectual, mandante do crime. Assim o fez por motivação torpe, na medida em que pretendeu eliminar uma pessoa que o incomodava na “vida política” do Município, dado ao trabalho de ativismo e vigilância exercido pela vítima. WALDEIR ainda no dia do crime auxiliou em parte da execução indicando exatamente onde a vítima Jonas Soprani estaria (no bar).
COSME DAMASCENO > atuou como primeiro intermediário, na medida em que conhecia as pessoas certas para a empreitada, pessoas envolvidas com a prática de diversos crimes, homicídio inclusive, do bairro Shell. Atuou ainda ativamente na execução, na medida em que serviu de piloto do carro usado no crime, levando os assassinos e depois dando fuga aos mesmos.
JOSÉ NATALINO ALVES DOS SANTOS e JHULIAN HARLEI ALVES DE SOUZA (falecido) > executores. Previamente ajustados com Genebaldo e Cosme se dirigiram ao bar onde Jonas se encontrava; e em superioridade numérica e de armas, no melhor momento para cometimento do crime, colhendo a vítima em momento de lazer, sem possibilitar nenhuma reação por sua parte.
Todos foram denunciados pelo MPES. Durante a apuração do caso, ficaram comprovadas as relações entre o primeiro intermediário, Cosme Damasceno, e o vereador. Cosme trabalhou na campanha eleitoral de Waldeir, foi nomeado por ele para trabalhos políticos e recebia ajuda de custo mensal, sem nenhuma contraprestação. Nos meses que antecederam ao crime, Cosme esteve ao menos oito vezes de forma registrada na Câmara de Linhares, para visitar o vereador.
O carro utilizado pelos executores para cometer o crime pertencia a Cosme, que, inclusive, dirigiu o veículo após o homicídio e fugiu do local com os outros dois denunciados. A Polícia Civil encontrou o carro utilizado no crime em Cariacica, no dia 5 de julho de 2021, 12 dias após o homicídio.
Na ocasião, também foi encontrado um veículo com o brasão da Câmara de Vereadores de Linhares estacionado ao lado do carro de Cosme.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi instada a parar esse veículo da Câmara no retorno para Linhares, e, com isso, verificou que Waldeir de Freitas, um assessor dele e um advogado estavam no automóvel. Defesa dos citados tem espaço aberto para envio de nota: 27 99808-4347. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.

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