
“Estão desmotivados, desanimados, frustrados, e têm que trabalhar calados. O sistema não permite que eles reclamem. Por isto, volto a pedir ajuda para que essa situação seja resolvida de uma vez por todas”.
As palavras acima são da mesma pessoa que dias atrás expôs o que hoje chamou de “desumanidade”, referindo-se às restrições que passaram a ser impostas na sede da 3ª Cia da Polícia Militar do 12º Batalhão, em Linhares, Norte do Espírito Santo. O acesso à todas as repartições passou a ser vetado fora do expediente administrativo.
A restrição estrutural, observou a fonte, impacta condições de trabalho e segurança da população. “É que compromete tanto as condições de trabalho dos militares quanto a qualidade do policiamento prestado à população. É como se você estivesse na sua casa, e não pudesse usar as dependências, entende?”, explicou a nossa fonte.
Na prática, conforme detalhou, os militares dispõem apenas de dois cômodos para exercerem suas atividades, sendo uma única sala destinada à confecção de ocorrências e apenas um banheiro de uso compartilhado entre homens e mulheres.
Outro ponto considerado crítico pela nossa fonte, é a ausência de um local apropriado para a realização das refeições pelos policiais durante o serviço. “Eu vejo isto como revoltante. E tem mais: as viaturas não possuem a devida liberdade operacional para realizar patrulhamento preventivo e repressivo de forma eficaz, sendo obrigadas a cumprir rigorosamente o chamado cartão programa”, acrescentou.
“Nesse modelo, detalha a nossa fonte, as equipes devem permanecer estáticas em pontos previamente determinados pelo comando da companhia, sob ameaça de sanções administrativas em caso de descumprimento. É notório que a limitação do patrulhamento dinâmico tem reduzido a capacidade de resposta da Polícia Militar frente à criminalidade, dificultando abordagens, prisões e apreensões. O próprio site Eu Vi em Linhares pode ser termômetro disso”, justifica, explicando a queda das manchetes de prisões e apreensões na chamada Região 5 de Linhares.
“É assim: Como reflexo direto, cresce a sensação de insegurança e insatisfação dos moradores e eu sou um deles. Não presencio mais as ações policiais efetivas que antes resultavam em prisões e retirada de criminosos das ruas. Só um cego não vê isso. Por favor, exponha esse problema de novo, para que cesse essa medida contra os policiais na 3ª Companhia”, pede a nossa fonte.
Nós estamos aguardando ainda retorno à demanda da postagem anterior, mas demandaremos, de novo, à SESP nesta quarta-feira (10). Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.

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