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Mais da metade dos trabalhadores do Brasil não consegue chegar até o final do mês com o salário na conta

“Trabalhadores endividados enfrentam dificuldades de concentração, aumento do absenteísmo e redução no engajamento profissional”, explica especialista.

02/02/2026 às 08h30
Por: Redação
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Mais da metade dos trabalhadores do Brasil não consegue chegar até o final do mês com o salário na conta

Mais da metade dos trabalhadores brasileiros com carteira assinada (CLT) ou que atuam como Pessoa Jurídica (PJ) não conseguem chegar até o final do mês com o salário na conta, segundo a nova edição da Pesquisa de Saúde Financeira e Bem-Estar do Trabalhador Brasileiro 2025, realizada pela SalaryFits, empresa da Serasa Experian. Os dados revelam que apenas 2 em cada 10 entrevistados têm total controle sobre suas vidas financeiras, e em uma situação inesperada, somente 1 em cada 4 pessoas conseguiriam custear uma despesa de R$ 10 mil, o que aproxima ainda mais trabalhadores do risco de endividamento.

"Estamos diante de uma crise silenciosa que corrói a produtividade das organizações brasileiras. Um funcionário endividado não consegue manter o foco nas suas atividades profissionais porque sua mente está constantemente preocupada em como pagar as próximas contas. Isso se reflete diretamente nos indicadores de performance das empresas. Trabalhadores endividados enfrentam dificuldades de concentração, aumento do absenteísmo e redução no engajamento profissional”, explicou o Administrador e coordenador da Câmara Temática de Educação e Administração Financeira do CRA-ES, Érico Colodeti Filho.

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Outro aspecto dessa realidade é o impacto na saúde mental dos trabalhadores. O especialista ressalta que, com as atualizações da NR1, diretriz que estabelece para as empresas identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no trabalho, a atenção à saúde integral do trabalhador, incluindo o bem-estar psicossocial, ganha ainda mais relevância, e a saúde financeira é um pilar fundamental nesse contexto.

De acordo com a pesquisa, o endividamento afeta 66% dos entrevistados com aumento do estresse, 43% com irritabilidade e 39% com insônia. É imperativo reconhecer que não existe saúde mental sem saúde financeira. As consequências do desequilíbrio financeiro vão muito além do estresse cotidiano, podendo escalar para problemas sociais graves como divórcios, casos de suicídio e até mesmo o aumento de acidentes de trabalho, que em situações extremas, podem levar a óbitos.

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Segundo Colodeti Filho, "as empresas que investem em programas de educação financeira para seus colaboradores não estão apenas fazendo uma ação social, mas sim um investimento direto em produtividade. Um trabalhador com saúde financeira é um trabalhador mais presente, mais criativo e mais comprometido com os resultados."

O especialista destaca ainda que a prevenção é o caminho mais eficaz para reverter esse quadro: "Precisamos mudar a cultura do endividamento pela cultura do planejamento. Quando o trabalhador aprende a organizar suas finanças, estabelecer prioridades e criar uma reserva de emergência, ele conquista não apenas estabilidade financeira, mas também tranquilidade emocional para desempenhar suas funções com excelência”, acrescentou. 

Ainda de acordo com o Administrador Érico Colodetti Filho, que é pós-graduado em Educação Financeira, especialista em investimentos e Mestre em Controladoria e Finanças, o principal destino do orçamento dos brasileiros são “os itens essenciais como alimentação e contas básicas, o que indica que boa parte da renda é absorvida por despesas fixas. Sem um planejamento adequado e sem educação financeira, o trabalhador fica vulnerável a qualquer imprevisto e isso compromete tanto sua vida pessoal quanto sua capacidade produtiva", alertou. 

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Educação - Diante desse cenário, o Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) vai disponibilizar gratuitamente para empresas adimplentes a palestra “Quanto custa o seu futuro: carreira, planejamento e vida financeira sustentável”, ministrada pelo Administrador Érico Colodeti Filho, que também é professor universitário, sócio da Forttu Investimentos.

Por Marcia Menezes

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