
Um crime complexo, envolvendo três pessoas de Linhares, onde um inocente acabou assassinado pelos colegas de trabalho. Na sequência, mais um óbito e um policial ferido durante troca de tiros, o desfecho de tudo se deu nesta sexta-feira (05), no Júri Popular que começou às 9h e terminou por volta das 18h. Tanto o cenário do crime quanto o julgamento sobre o caso se deram na cidade de Ecoporanga, Noroeste do Espírito Santo. O inocente que morreu foi o caminhoneiro Jerry Simões, os envolvidos foram os ajudantes de carga e descarga, Wanderson Moura e Raphael Ramos, denunciados pelo Ministério Público. O primeiro também morreu, e o segundo é o que foi julgado. “Meu cliente não matou ninguém, e provamos isto”, adianta o criminalista Leandro Freitas de Sousa. O Eu Vi em Linhares tem mais detalhes. Vejamos.
E o advogado Leandro Freitas de Sousa, que atuou na defesa com Gabriel Tesch, conseguiu convencer os jurados, e absolver o réu Raphael Ramos, tanto pelo crime de homicídio quanto por uso de entorpecente. A Tese foi negativa de autoria e coação moral irresistível. O júri difícil, pela complexidade dos fatos, também contou com momento de emoção por parte do julgado, que chorou copiosamente ao ouvir do Juiz, que havia sido absolvido. Abaixo, todos os detalhes do crime que aconteceu em novembro de 2023, do confronto e a motivação:
Discussão – Nós tivemos avesso às imagens que mostram quando o caminhoneiro Jerry Simões está na calçada, ao lado do caminhão estacionado, e com ele os ajudantes de carga e descarga, Wanderson Moura e Raphael Ramos. Um dos ajudantes, Wanderson, saca uma arma de foto, atira e mata o caminhoneiro. Em seguida, os ajudantes abrem o baú do veículo para ocultarem o cadáver. Isso foi na Avenida José de Assis Baeta, Vila Nova, Ecoporanga.
Motivação – De acordo com a denúncia do Ministério Público, o motorista morreu por ter deixado claro com os ajudantes, que iria falar com o patrão, que ambos estavam usando entorpecentes no horário do serviço.
Confronto e outra morte – Assim que teve ciência do ocorrido policiais militares foram ao local e nas proximidades do local, viram dois indivíduos que receberam ordem de parada. Raphael acatou e Wanderson se abrigou entre postes e muros, sacou uma arma de fogo e efetuou vários disparos contra os policiais, que revidaram.
Os dados do Boletim policial, transcrito nos autos, citam que um Sargento efetuou 13 disparos e outro mais seis. O primeiro policial foi atingido por um disparo no joelho esquerdo, sendo socorrido. O Boletim deixa claro que Wanderson foi o indivíduo que efetuou a troca de tiros com a polícia.
Ele acabou seguindo em fuga e até fez o dono de um carro refém, sendo cercado em uma área rural após desobedecer às ordens de parada. Ferido no abdômen na troca de tiros, e encurralado sem opção além de se entregar, Wanderson, conforme os autos, atirou contra a própria cabeça e acabou morrendo.
Em contrapartida, Raphael Ramos, que acatou as ordens, foi levado para a delegacia, e com ele encontrado um papelote de cocaína. De acordo com os autos, na sede policial, ele disse que a briga com o motorista Jerry aconteceu pelo fato de este querer denunciá-lo na empresa por estar usando drogas, e que a cocaína encontrada era de Wanderson, acrescentando que foi Wanderson quem matou Jerry, e ele só ajudou a ocultar o corpo. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.

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