
Condenação para os réus JHÔNATAS GOMES DEONISIO, o Gibuda, e FERNANDO DE JESUS ROSA, o Nego Bel, denunciados pelo Ministério Público e condenados em júri popular em Linhares, Norte do Espírito Santo, pelo homicídio por disparos de arma de fogo que vitimou GLEYVISON DE SOUZA CAMILO, 19 anos, o Dedé. Os trabalhos presididos pelo Juiz Tiago Camata no Tribunal do Fórum de Linhares, começaram às 09h e se estenderam até às 15h45 desta quinta-feira (25). Vejamos:
O Promotor de Justiça Cleander César da Cunha Fernandes representou o Ministério Público, e o criminalista Guilherme Oliveira Cruz fez a defesa dos réus que responderam pelos crimes de homicídio qualificado (art. 121, §2°, incisos I, III e IV, do Código Penal), associação criminosa (art. 288, parágrafo único, do Código Penal), e corrupção de menores (art. 244-B, §2º, do Estatuto da Criança e do Adolescente).
Eles foram condenados, e o Juiz Presidente fixou a pena definitiva em 38 anos, oito meses e 12 dias de reclusão para Fernando, e em 39 anos e seis meses de reclusão para Jhônatas, ambos em regime inicial fechado. As prisões foram mantidas e os acusados não poderão recorrer em liberdade.
Julgado no dia do aniversário – Jhônatas Gomes Deonisio, o Gibuda, foi julgado no dia do aniversário de 27 anos. Nos dados dele contidos na denúncia do Ministério Público, consta que o réu nasceu no dia 25 de setembro de 1998. Já Fernando de Jesus Rosa, o Nego Bel, aniversaria em dezembro, e tem 24 anos. Abaixo, relembre o crime:
O crime – GLEYVISON DE SOUZA CAMILO, o Dedé, foi morto não somente pelos réus Jhônatas Gomes Deonisio, o Gibuda, e Fernando de Jesus Rosa, o Nego Bel. Dois adolescentes, de acordo com os autos, também participaram do crime. Dedé foi assassinado no dia 30 de setembro de 2019, em uma residência no Residencial Rio Doce, bairro Aviso. O imóvel foi invadido.
Dedé estava em casa com os irmãos, a genitora e o padrasto, e dormia quando, numa divisão de tarefas, os dois adultos e os adolescentes premeditaram o momento de agir, sendo a casa invadida já no final da noite, quando outros dois ocupantes que assistiam televisão a desligaram e as lâmpadas foram apagadas. Antes de invadir a casa, os criminosos chamaram por um dos ocupantes pelo nome, e não era a vítima.
Vítima foi avisada que morreria – A vítima, GLEYVISON DE SOUZA CAMILO, o Dedé, ainda de acordo com a denúncia do MP, no dia do crime foi avisado por uma mulher de que integrantes de uma facção denominada CDI, do bairro Araçá, estavam preparados para mata-lo. Dedé ainda foi socorrido, permaneceu internado, mas faleceu no dia 8 do mês seguinte ao do crime.
Motivação – A motivação do crime, conforme ainda cita a denúncia, seria a rivalidade entre o grupo CDI, que tem os réus como integrantes; e o Residencial Rio Doce, onde Dedé morava. A corrupção de menores e o fato de pessoas que estavam na casa ficarem no meio dos diversos disparos, e podendo ser atingidas, agravou ainda mais a situação dos réus. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.
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