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Henrique GalvaniI: Plantando no hoje, para colher um amanhã

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Paulista, Henrique Galvani é CEO de uma plataforma de investimentos coletivos do setor do Agronegócio.

25/01/2025 às 18h13 Atualizada em 25/01/2025 às 18h17
Por: Redação
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Henrique GalvaniI: Plantando no hoje, para colher um amanhã

Embora 2024 já tenha ficado para trás, seus impactos ecológicos ainda ecoam. Em abril, o estado do Rio Grande do Sul enfrentou a pior enchente dos últimos 80 anos. No cenário global, o ano passado também foi marcado como o mais quente já registrado. De acordo com a versão provisória do Estado Global do Clima, publicada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), a temperatura média da superfície global ficou 1,54°C acima da média histórica de 1850/1900, até setembro do ano passado. Com este valor, o período supera a temperatura média global de 2023.

Esse cenário de aquecimento global gerou severas secas em diversas regiões do Brasil, exacerbando incêndios florestais, especialmente na Amazônia. Em 2023, a região registrou o maior número de queimadas em 17 anos, o que agravou as perdas na produção agrícola e afetou a economia e a segurança alimentar do país. Esses eventos refletem um risco iminente não só ambiental, mas também econômico, com uma possível queda de R$ 300 trilhões na economia mundial devido aos efeitos das mudanças climáticas, segundo estudo publicado na revista Nature.

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Estamos, portanto, em um ponto crucial: é hora de plantar no presente para garantir um futuro mais sustentável. É nesse contexto que surgem as empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover práticas sustentáveis em diferentes setores.

O diferencial  está em sua capacidade de agir com agilidade e eficiência, uma vez que operam com estruturas enxutas e altamente tecnológicas, permitindo a rápida adaptação e escalabilidade. Diferentemente das grandes corporações, que enfrentam burocracias e processos lentos, essas empresas podem implementar novas soluções de forma mais ágil e escalável.

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Segundo o relatório "Contribuição do Venture Capital para Floresta e Clima", da gestora KPTL - Venture Capital  e consultoria Impacta, o Brasil possui 1.829 startups de impacto, sendo 1.466 voltadas para Floresta e Clima. No entanto, apenas 10% dos negócios investidos são florestais, com foco em reflorestamento e restauração – uma lacuna que precisamos urgentemente preencher.

A urgência da transição climática é um desafio global, mas os números indicam que precisamos acelerar o financiamento em startups de clima. A expansão das tecnologias verdes/climática será indispensável para a transição energética e climática, mas o financiamento atualmente está aquém do necessário para viabilizar essa transição.  De acordo com o estudo Scaling Growthstage Climate Tech Companies da BARCLAYS, globalmente, apenas 16% das necessidades de financiamento climático estão sendo atendidas atualmente, o que significa que os investimentos em startups de clima precisam aumentar mais de seis vezes – para US$ 4,35 trilhões anuais até 2030 – para que possamos alcançar as metas climáticas.

O Brasil, com sua vasta diversidade e recursos naturais, tem um papel fundamental nessa jornada. O agro brasileiro tem uma posição privilegiada e estratégica no cenário global. Por isso, precisamos investir cada vez mais em tecnologias que unam produção eficiente, regeneração ambiental e adaptação climática. Acredito que a verdadeira transformação só ocorrerá por meio da colaboração entre a iniciativa privada e políticas públicas robustas, que devem garantir o direcionamento de investimentos e esforços para alcançar um futuro sustentável. Como diz o ditado popular: "É a união que faz a força." Juntos, podemos construir um futuro mais verde e próspero.

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Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Paulista, Henrique Galvani é CEO de uma plataforma de investimentos coletivos do setor do Agronegócio. Com uma atuação de 12 anos no segmento agro, o executivo tem passagens por empresas como Grupo BLB Brasil, BLB Ventures e Biosev.

Por Mayra Ribeiro

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