
Uma mulher de 27 anos, casada e com filhos, afirmou para a polícia, aos prantos, que o padrasto dela, de 39 anos, a estuprou no meio de uma plantação de cacau, sob ameaça de morte e após usar a mãe dela para atraí-la ao local. O homem nega tudo e afirma estar sendo alvo de uma “armação”. Os detalhes abaixo, contudo, o coloca em situação complicada:
Não iremos informar local e nomes por motivos óbvios, mas, de acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi atendida na madrugada desta segunda-feira (14), pouco antes das 2h, e a guarnição foi ao local após a irmã da vítima chamar a PM. A vítima detalhou aos policiais como tudo aconteceu:
A cilada – de acordo com a vítima, o padrasto chegou na casa dela por volta das 23h deste domingo (13), a chamando e explicando que a mãe dela saiu de casa com uma faca na mão em direção à lavoura de cacau, dizendo que iria se matar, se jogar no rio Doce. O homem pediu para a vítima ir com ele encontrar a mãe dela e evitar o pior.
A filha, desesperada, ainda conforme detalhou à polícia, pegou sua moto e saiu com o padrasto em direção ao local que ele falou, cerca de quatro km distante de sua casa. Lá, começou a chamar pela mãe, que não respondia. A filha, então, explicou que a genitora não estava lá, e chamou o padrasto para irem embora.
Nesse momento, ainda segundo a vítima, o homem falou o motivo que a atraiu para o local, e ela pediu pelo amor de Deus para ele não lhe fazer mal nenhum, que é casada, tem filhos e que ele respeitasse também a mãe dela, companheira dele.
A resposta do detido teria sido ameaças de morte, e que o corpo dela seria jogado no rio. A mulher, então, terá sido agarrada e jogada no chão, onde o detido tirou suas roupas e a estuprou. Após o ato, ele ainda teria exigido que a vítima nada dissesse à família ou qualquer outra pessoa, com a promessa de que se fosse preso, quando saísse a mataria.
Os dois retornaram para a casa da vítima, e o homem pegou a bicicleta dele e deixou o local. Os policiais militares, juntamente com o esposo da vítima, seguiram para a casa do suspeito, mas ele foi encontrado na residência ao lado, de um parente dele.
Quando explicava aos policiais sobre o ocorrido, cita o relatório policial que a vítima estava aos prantos e estava disponível para a realização de quaisquer exames para provar o que falava. Já o conduzido, contesta todas as informações, e alegou ser alvo de uma armação contra a pessoa dele.
O caso segue junto à Polícia Civil.
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