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Destaque da semana: Gato-maracajá em pleno Centro de Linhares

“Os cachorros latiram, meu pai pensou que fosse um gato comum”, disse o leitor e biólogo Juliano Durão.

08/06/2024 às 18h54 Atualizada em 08/06/2024 às 19h20
Por: Redação
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Destaque da semana: Gato-maracajá em pleno Centro de Linhares

O destaque da semana vai para um visitante nada comum, que apareceu em um galpão nos fundos da residência de Quincas Durão, na Rua Capitão José Maria, Centro de Linhares. Ainda não se sabe como e de onde ele veio, mas falamos de um Gato-maracajá, também conhecido como gato-do-mato e que é encontrado, sobretudo, na Amazônia e na Mata Atlântica. O leitor e biólogo Juliano Nascimento Durão nos enviou fotos, vídeos e contou como aconteceu:

“Meu pai ouviu os cachorros latirem e foi ver o que era, pensou que fosse um gato comum, mas depois viu que era diferente. Ele me mandou fotos, vídeo, e vi que era um animal silvestre, inclusive”. Disse Juliano, que estava em outra cidade a trabalho.

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“Entrei em contato com meu primo Anderson, que também é biólogo, ele foi averiguar e constatou que era o gato-maracajá. Daí ele chamou os Bombeiros, a Secretaria do Meio Ambiente e o animal foi levado para o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (CEREIAS), para analise e depois ocorrer a soltura na natureza”, concluiu.
 

Veja abaixo os dados oficiais do animal, pela fonte do Nacional Geographic:

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  • Nome comum: Gato-maracajá
  • Nome científico: Leopardus wiedii
  • Tipo: mamífero
  • Dieta: carnívoro
  • Tempo de vida médio na natureza: 13 anos
  • Tamanho: 97 cm
  • Peso: 4,9 kg
  • Status de ameaça: vulnerável
  • Tendência populacional: declinando

O gato-maracajá tem olhos e patas grandes e uma cauda longuíssima. O felino, que vive da costa mexicana até Argentina e Uruguai, é encontrado em quase todo o Brasil, com exceção do Ceará. No restante do Nordeste, ele raramente é visto em áreas de Caatinga e prefere a Mata Atlântica do litoral. Isso porque o habitat preferido desses animais são matas densas. Apesar de usar o solo para andar, o gato-maracajá prefere caçar andando na galhada de árvores. E que técnica de caça ele tem: para capturar presas como saguis e aves, o felino imita o som de filhotes e as atrai para si. Come, ainda, roedores e marsupiais.

Tudo isso sozinho. Também conhecido como gato-do-mato, ele caça à noite sem a companhia de outros animais. A depender da disponibilidade de alimentos, pode andar em um território de 1 km² até 20 km². O resultado é uma densidade populacional baixa, que varia de 0,01 até 0,25 animais por km² de acordo com a região avaliada. A gestação do gato-maracajá dura pouco mais de 80 dias e as fêmeas têm apenas um filhote de cada vez. 

No Brasil, os locais onde o gato-maracajá é encontrado com maior frequência são a Amazônia e a Mata Atlântica. A população, no entanto, é pequena. Segundo estimativas, existem entre 4,7 mil e 20 mil indivíduos na natureza no país. E a tendência é de queda. A caça feita por criadores de aves domésticas e a derrubada e fragmentação do seu habitat colocam a espécie em risco grave. Em 15 anos, o equivalente a três gerações, a expectativa é que haja uma redução de 10% no número de gatos-maracajás.

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