
O retrato da determinação e animação. É como pode ser chamada a ambulante Arlene Alves, 63 anos, que há 13 lucra vendendo coroas, plantas e arranjos artesanais na semana que antecede o dia 2 de novembro, Dia de Finados. O trabalho que ela desenvolve dentro da economia informal é tão perfeito, que além de comprar para levar aos túmulos de parentes, o consumidor acaba levando um arranjo para ornamentar a casa. “É usado para mortos e para vivos”, propaga a simpática senhora.
E a prova nós podemos ver quando Arlene estava atendendo um casal, em frente ao Cemitério São José, neste sábado (1º). A mulher também comprou um belo arranjo e fez questão de explicar que o colocaria sobre uma mesa. “É muito lindo, nem parece feito por ela, mas pela própria natureza”, elogiou.
Para satisfazer a clientela, que não é pouca, dona Arlene disse que não pode vender os produtos a preços caros: “O mais caro é trinta e cinco reais e o mais barato é cinco reais”, explicou. Também para dar conta de atender a demanda, a ambulante contratou duas amigas que a ajudam nessa época do ano.
A estratégia de “cercar” o consumidor, foi montar uma barraca menor na esquina da Capela Mortuária, e outra uma maior, perto da entrada para o cemitério. O lucro ela não revelou, mas deixou claro: adora o que faz.


.jpg)
Mín. 19° Máx. 28°