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A minha história Itagildo Marques

Itagildo Marques: quando necessário, ainda coloco a mão na massa como braçal

Washington Olivetto teve grande influência no sucesso desse empresário linharense

28/10/2014 13h03
Por: Redação
Itagildo Marques: quando necessário, ainda coloco a mão na massa como braçal

Ele já saiu de madrugada, na carroceria de um caminhão com destino a uma fazenda da região para trabalhar na colheita do café, também já foi açougueiro, fundo de caixa de supermercado, além de ajudante de padeiro. Ele é Itagildo Marques Vieira, um linharense “da gema”, que aos 41 anos soma uma experiência de vida profissional de quem começou no batente alguns meses após completar 10 anos.
Extremamente humilde, Itagildo parecia voltar ao tempo quando começou contar a própria história ao Site Eu Vi em Linhares. O trabalho na lavoura de café era executado junco com a mãe que o deixou órfão aos 12 anos. “Morava no bairro Araçá e o curto tempo que Deus permitiu, pude aprender muito com ela, Depois que ela morreu ainda trabalhei um ano colhendo café”, resume.
Já adolescente, Itagildo foi morar com os tios, em Minas Gerais, onde trabalhou na fabricação de gaiolas de passarinhos, mas um ano depois estava de volta a Linhares. Foi trabalhar em uma serraria, no bairro Shell, e ali ficou por dois anos. Depois atuou como ajudante de padeiro, no bairro Araçá, e em seguida foi contratado como fundo de caixa de um supermercado. Ali ele acabou no açougue, onde teve fácil acesso à melhor carne. O comerciário juntava dinheiro e realizava churrasco com amigos e em meio a esses momentos de descontração veio a ideia de promover um show. “Foi na quadra do Juparanã, com a banda de nome Os Bárbaros, de Linhares mesmo”, recordou.
Washington Olivetto
Após a realização do primeiro show logo vieram o segundo, o terceiro, o quarto evento e o então “recém-empresário” viu que divulgar os eventos ficava caro. Uma revista, cujo destaque era o publicitário Washington Olivetto, acabou mudando o destino de Itagildo: “ganhei a revista e aprendi que poderia agregar mais produtos à minha empresa sem gerar despesas, mas tive que dar duro, viu? Não foi fácil, mas consegui comprar um Fusca amarelo e com o fundo todo furado (risos). Coloquei caixa de som e eu mesmo dirigia para fazer propaganda pelos bairros. Depois comprei uma bicicleta cargueira e contratei alguém para fazer propaganda dos eventos. Foi o seu Raimundo, meu primeiro funcionário”, lembra.
E foi assim, agregando mais produtos sem gerar despesas, que a receita aumentou: a Marques Produções passou a realizar eventos e divulgá-los sem pagar nada a ninguém, também passou a oferecer divulgações para empresários e lá estava Itagildo no batente: “Nossa, cavei muitos buracos para suspender outdoor e colei muitos cartazes. Sempre fiz tudo com muito zelo para oferecer o melhor ao cliente”, propaga.
Perseguições
No decorrer de 22 anos na realização de shows e 16 no ramo de comunicação visual, hoje o empresário de sucesso, Itagildo Marques, afirma que se preciso for “bota a mão na massa” sem problemas. Ele também entrou para o setor de comunicação e é responsável pelo jornal “Correio do Estado”. Na Marques Produções ele gera 20 empregos diretos e cria 10 oportunidades indiretas. Já no jornal impresso ele é responsável por 12 empregos diretos.
Para chegar até aqui, contudo, enfrentou algumas perseguições de empresários e políticas. Ele citou que teve placas derrubadas e que certa feita um administrador municipal fez com que ele amargasse considerável prejuízo. “Não podemos deixar o ódio tomar conta do coração. Claro que todo ser humano sente revolta nessas horas, mas Deus sempre está à frente de tudo e nos dá força para superar”, pontua.
Futuro
“Nunca soube o que é ter férias”, começa Itagildo Marques quando solicitado para falar dos planos. Ele disse que acorda às 6h40 e que às 7h40 está na empresa. Nunca vai dormir antes das 23 horas. A dura jornada desde que passou a “se entender” como gente, foi, segundo ele, o maior obstáculo para que desse sequência aos estudos interrompidos no 2º Ano do Ensino Médio.
Mas para 2015, ele promete “dar um tempo” em tanta correria para se dedicar mais à família. “Meu sonho é cumprir a promessa de tirar uns 10 dias de férias por ano e vamos ver se consigo fazer isso a partir do ano que vem”, premedita. Itagildo destaca a ajuda que recebe de Deus e da esposa, Nariene, há 14 anos compartilhando os momentos com ele. “É uma guerreira, companheira de verdade, que está sempre me incentivando e me ajudando. Trabalha comigo desde que começamos o namoro”, confidencia.
Concluindo sobre os planos futuros, Itagildo olhou para o alto, pensou por alguns segundos e concluiu: “O melhor ainda está por vir”.

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