
O Processo nº 0005467-36.2021.8.08.0030, que destaca um crime de grande repercussão no Estado, e que aconteceu em Linhares, teve sua primeira audiência realizada nessa quinta-feira (6), na 1ª Vara Criminal do Fórum Desembargador Mendes Wanderley. O processo destaca a morte do ativista político Jonas da Silva Soprani, registrada no início da noite de 23 de junho de 2021, no interior de um bar, no bairro Novo Horizonte, divisa com o Pó do Shell. Ao todo, 18 testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público. A audiência presidida pelo Juiz de Direito Tiago Camata, teve início às 09h.
Os trabalhos se estenderam até às 17h30, e, das 18 pessoas arroladas pelo MP, 13 foram ouvidas. O que não faltaram foram comentários sobre o feito, fora e na parte interna do Fórum.
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A viúva do ativista foi vista chegando ao Fórum, mas nós não tivemos acesso aos detalhes dos procedimentos de hoje, contudo, ouvidas todas as testemunhas, os réus também serão interrogados, e são eles: o ex-vereador Waldeir de Freitas Lopes, Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, e José Natalino Santos Mendes, que encontram-se presos preventivamente. Mas falta um:

Trata-se de Cosme Damasceno (foto em destaque), que possui mandado de prisão aberto, e está foragido. A justiça pede que a população denuncie no 181 sobre a localização do acusado.
Outra vítima – Além de Jonas, o processo cita outro homem como vítima: J.R.B., que foi atingido por um dos disparos direcionados ao ativista, e sofreu ferimentos em um dos pés, sendo levado por populares para o Hospital Geral de Linhares (HGL), enquanto Jonas foi levado em estado grave para o Hospital Rio Doce, onde veio a óbito quase que em seguida.
Apurações - As investigações apontaram que o então vereador Waldeir de Freitas foi o autor intelectual e mandante do crime. Foi apurado que ele auxiliou em parte da execução, no dia do homicídio, indicando exatamente o local onde a vítima estaria. O crime foi cometido com a participação de dois intermediários, além dos dois executores. Todos foram denunciados pelo MPES.
Durante a apuração do caso, ficaram comprovadas as relações entre o primeiro intermediário, Cosme Damasceno, e o então vereador. Cosme trabalhou na campanha eleitoral de Waldeir, foi nomeado por ele para trabalhos políticos e recebia ajuda de custo mensal, sem nenhuma contraprestação.
Nos meses que antecederam ao crime, Cosme esteve ao menos oito vezes de forma registrada na Câmara de Linhares, para visitar o vereador.

O carro utilizado pelos executores para cometer o crime pertencia a Cosme, que, inclusive, dirigiu o veículo após o homicídio e fugiu do local com os outros dois denunciados. A Polícia Civil encontrou o carro utilizado no crime em Cariacica, no dia 5 de julho de 2021, 12 dias após o homicídio.
Na ocasião, também foi encontrado um veículo com o brasão da Câmara de Vereadores de Linhares estacionado ao lado do carro de Cosme. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi instada a parar esse veículo da Câmara no retorno para Linhares, e, com isso, verificou que Waldeir de Freitas, um assessor dele e um advogado estavam no automóvel.
Com a realização da 1ª audiência, e a divulgação da foto de Cosme no “procura-se”, deu-se o passo esperado pela sociedade, sobretudo familiares do ativista, que são as ações adotadas na 1ª Vara Criminal de Linhares, rumo ao júri popular.
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