
Uma mulher que foi ao Fórum Desembargador Mendes Wanderley para uma audiência de acordo, além de não contar com acordo nenhum, ainda acabou sendo conduzida por dois Sargentos da Polícia Militar para a 16ª Delegacia Regional de Linhares. O motivo, conforme dados do Boletim policial, foi desacato. A determinação para a mulher ser levada para a 16ª Regional, partiu do Juiz de Direito, titular da 1ª Vara Criminal, Tiago Camata. Nós conseguimos os detalhes sobre o fato:
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A mulher, que já é uma senhora, foi ao fórum para fazer um acordo de não persecução penal. Só que na entrada, como não tinha documento com foto para seguir as determinações de apresentação para acesso ao espaço público, ficou irritada e destratou as recepcionistas. “Tudo seria resolvido sem precisar disso (a condução para a delegacia), mas lá dentro, ela foi desrespeitosa também, e acabou sendo levada para a delegacia”, disse uma servidora do Judiciário.
No Boletim policial consta que o fato aconteceu assim que o Fórum abriu, na manhã da última quarta-feira (21), pouco antes de começar o júri popular, que nada tem a ver com essa “treta”.
Cita o Boletim que a conduzida desacatou as duas recepcionistas quando estas informaram sobre a obrigatoriedade de apresentar documento com foto para comprovação da sua identidade e registro de entrada. Essa exigência é feita para cumprir normas de segurança para entrada no Fórum.
No termo de audiência consta que a mulher estava com um advogado dativo, e que no ato do desacato descrito no Boletim, a investigada disse “f*oda-se”. Ela explicou que realmente falou isso, mas, referindo-se à sua própria vida.
O magistrado, contudo, além de não homologar o benefício relativo ao acordo que foi o motivo da ida da mulher ao fórum, ainda determinou a condução dela para a delegacia, a fim de lavrar um Termo Circunstanciado sob imputação do crime tipificado no art. 331 do Código Penal.
De volta ao Boletim policial: O documento acrescenta que, “em atenção a estrita observação ao estatuto do idoso”, a investigada foi conduzida para a delegacia no banco de trás do lado do carona da viatura 4895, sem a necessidade do uso de algemas.
As duas recepcionistas citadas como vítimas no Boletim, também estavam na delegacia para os procedimentos junto à Polícia Civil.
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