
Por Daiane Amaral de Melo
Você sabia que as mulheres possuem o risco de desenvolverem um transtorno de ansiedade maior que os homens? Ou que existem particularidades na forma como esse tipo de adoecimento se manifesta na mulher?
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As mulheres têm probabilidade significativamente maior do que os homens de desenvolver transtorno do pânico (7,7% x 2,9%), Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) 6% x 3%) ou Transtorno de estresse pós traumático (TEPT) (12,5% x 6,2%), e Fobia Social (FS) (15,5%) nas mulheres x 11,1% nos homens). Além disso, as pessoas do sexo feminino têm maior gravidade de sintomas, maior cronicidade e maior prejuízo funcional.
Vários estudos apresentam evidências de que, entre as prováveis causas dessa diferença entre os sexos, estão os fatores genéticos e a influência exercida pelos hormônios sexuais femininos. Ademais, as mulheres ainda enfrentam uma série de adversidades sociais que podem culminar na manifestação de um transtorno de ansiedade. Por exemplo, a mulher ainda é vista como a principal responsável pelos cuidados domésticos e com a família. Essa sobrecarga de responsabilidades familiares e profissionais pode levar ao estresse emocional, à exaustão e, por fim, à ansiedade.
As mulheres muitas vezes são sobrecarregadas com responsabilidades familiares e profissionais, enfrentam preconceitos de gênero e desigualdades salariais, além de serem mais propensas a sofrer abuso sexual e violência doméstica, o que pode contribuir para o desenvolvimento da ansiedade.
Devido a estigmas culturais, as mulheres podem ser mais propensas a procurar ajuda profissional e, portanto, serem mais diagnosticadas com ansiedade, e infelizmente, muitas vezes, ainda sofrem com o estigma de que “ansiedade é coisa de mulher” ou ainda a falta de tempo livre para cuidar de si.
Porém, é importante ressaltar que a ansiedade pode afetar qualquer pessoa, independentemente do gênero e que é uma doença e deve ser considerada como tal. É fundamental buscar ajuda profissional se você sentir que a ansiedade está afetando sua qualidade de vida..
Assim, a boa notícia: Você não precisa ser enfrentar esse sofrimento sozinha. E, para isso, os profissionais da saúde mental estão à sua disposição para ajudá-la E como é que se trata?
O tratamento de um Transtorno de Ansiedade é, via de regra, feito com o acompanhamento de um psicólogo(a), no processo de psicoterapia (mais conhecido como “terapia”). Nesse tipo de intervenção, a cliente comparece ao consultório psicológico – presencial ou online – e pode conhecer o seu quadro ansioso, quais os gatilhos para ele, assim como aprender a lidar com todos os sintomas envolvidos na forma singular com que sua ansiedade é manifestada no dia-a-dia.
Um psicólogo pode ajudar a identificar as causas subjacentes da ansiedade e desenvolver com você um plano de tratamento que seja adequado e efetivo para a sua situação.
Importante ressaltar para as mulheres que é preciso desacelerar, aprender a delegar tarefas, cuidar da autoestima, praticar autocuidado, compreender que não precisam e nem devem dar conta de tudo sozinhas. Essas são medidas essenciais para que não venham a ter o transtorno de ansiedade, ou diminuir os sintomas.
Lembre-se que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim uma prova de que você está se preocupando com a sua saúde mental e bem-estar.
Daiane Amaral de Melo, CRP 16/6980, Psicóloga clínica e hospitalar, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, possui vasta experiência no atendimento à saúde mental da mulher e no tratamento para Ansiedade, Pânico, Fobias, resgate da autoestima.
Instagram: daianemelopsicologa
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