É bem robusta a logística envolvendo o julgamento do réu Georgeval Alves Gonçalves, marcado (pela terceira vez) para começar às 9h desta terça-feira (18), no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares. Após divulgarmos nesta segunda-feira, 17, mais uma manchete sobre o júri e mencionarmos que trata-se de um julgamento caro para os cofres públicos, leitores questionaram qual seria esse valor. E nós apuramos:
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Vamos começar pelo réu: Georgeval Alves Gonçalves está preso no Centro de Detenção Provisória de Viana 2, e lá dormirá todas as noites, mesmo que os trabalhos terminem às 2h da madrugada para serem retomados às 9h do dia seguinte em Linhares. E o transporte do preso diariamente de Viana até Linhares garante a segurança do réu, e, claro, gera custo. Soma-se isto aos gastos com a alimentação.
A logística do transporte do ex-pastor envolve uma equipe de policiais e duas viaturas, os profissionais também estão inclusos na alimentação das partes envolvidas no julgamento.
Passamos para os jurados: Os 7 jurados e 2 oficiais de justiça significam 9 diárias com um custo diário de aproximadamente R$ 2.160,00 só com hotel. Também tem a alimentação diária, que, no geral, ou seja, incluindo os jurados e profissionais envolvidos no júri, pode chegar a R$ 1.300,00 por dia.
Quem arca com os custos é o Estado. Nós buscamos por informações também sobre a multa de 50 salários mínimos para cada um dos 4 advogados, aplicada pelo Juiz Tiago Camata no último dia 3 de abril, quando deveria acontecer o julgamento. Ela não foi paga. Esse mês, no feriado de Tiradentes, 21, o crime completa 5 anos.