
Dezenas de entregadores de lanche, pizza, açai, entre outros alimentos solicitados via aplicativo ou através de contato direto com os estabelecimentos, realizaram um manifesto na noite deste sábado (25) em Linhares, Norte do Espírito Santo. "Um de nós foi destratado, e isto acendeu a ira de todos. Foi pacífico, mas nossa atitude foi para mostrar que somos irmãos, que estamos defendendo nosso sustento, a maioria para dar o que comer aos filhos", disse um motoboy, que deu mais detalhes abaixo:
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Antes, esclarecemos que a cliente tem espaço aberto, caso queira se manifestar através de envio de nota para a nossa Redação: 27 99808-4347. E abaixo, os fatos citados por um representante dos entregadores:
Pouco depois das 20h, o motoboy foi fazer uma entrega no bairro Conceição: "Ela ( a cliente) solicitou pagar em cartão, mas o cartão dela não passou. Aí, ela tinha dinheiro, mas o motoboy não tinha troco, pois não foi solicitado por ela, já que ele foi entregar para receber no cartão. O motoboy estava com várias outras entregas e ele optou por levar o lanche, que estava na responsabilidade dele...".
"... Ela pegou a nota (sobre o pedido), rasgou, puxou o lanche das mãos do motoboy e disse que era para ele buscar o troco e voltar para buscar o dinheiro, pois não devolveria o lanche. Isso não existe, é o mesmo que você chegar em um posto de gasolina, pedir para encher o tanque e dizer que vai buscar o dinheiro para pagar", detalha o representante da categoria.
Trabalhar e trabalhar - "A nossa vida é trabalhar. Trabalhar e trabalhar. A grande maioria tem outra função durante o dia, e muitos têm a mesma função de entregador, tanto de dia quanto durante boa parte da noite. Sofremos riscos de acidente. E aquele nosso irmão ainda está com lesão sofrida durante um acidente. Não por imprudência, mas por saber que o pedido precisa chegar até a pessoa que o solicitou", disse o motoboy.
E ele continuou: "Já saímos (do estabelecimento) com o troco certinho se a pessoa pedir em dinheiro e precisar de troco; esse ocorrido, ontem, gerou a ira pelo fato de o nosso irmão está se recuperando de acidente, sem ter como fazer isto em casa. Ele precisa ganhar o seu sustento. Todos precisamos, mas, daí, a passar por humilhação, me desculpe. Mas revolta, e revoltou a todos nós, e nossa iniciativa foi irmos até o local, mostrar que somos solidários ao nosso irmão.", concluiu.
Nota ATUALIZAÇÃO : Mesmo sem citarmos nomes, e o fato tendo acontecido em local público, cerca de cinco motociclistas enviaram mensagens, alguns nos ameaçando de processo, e, um deles mandou que borrássemos os espaços na foto, que foi trocada nessa atualização. Atualizamos essa informação por respeito aos nossos leitores ao se depararem com as tarjas. Sentimos muito pelo profissional que nos procurou e até se emocionou ao pedir justiça pelo colega dele e demais profissionais do setor. Nosso jurídico também já foi acionado.
Repetimos: A cliente tem espaço aberto, caso queira se identificar e se manifestar através de envio de nota para a nossa Redação, no nosso WhatsApp: 27 99808-4347.
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