
O Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Linhares, Tiago Camata, manteve a prisão do pastor Georgeval Alves Gonçalves, e designou o Júri para o próximo mês de março, no dia 13, às 9h. O julgamento traz à tona um dos crimes mais bárbaros já registrados em Linhares e Espírito Santo em geral: as mortes dos irmãos Joaquim Alves, na época com 3 anos, filho de Georgeval; e o enteado do réu, Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos. As crianças, segundo os autos, foram estupradas e mortas no dia 21 de abril de 2018, na casa onde moravam com a mãe e Georgeval, no Centro de Linhares. Abaixo você vai conferir detalhes sobre quem estará no júri, e também verá fotos da época que réu ainda não exercia a função de pastor (ele era líder de uma igreja no bairro Interlagos).
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Conforme manchetamos anteriormente, o processo tem 14 volumes de 200 páginas cada, e mais 300 horas de depoimentos em áudio visual. O Juiz que presidirá o Júri tentou dois advogados dativos, mas eles não aceitaram. O terceiro, Déo Moraes Dias, aceitou. "É desafiador, mas somos profissionais e vamos cumprir nosso dever", disse o criminalista.
E "bota" desafiador nisso: Além da grande repercussão do caso, com a revolta da população, Déo Moraes Dias ainda terá que enfrentar dois promotores e três assistentes de acusação contra Georgeval.
Entre os que foram intimados estão advogados e testemunhas no julgamento que promete ser um dos mais longos da primeira pauta de 2023. Nomes "de peso" foram arroladas pelo Ministério Público. Entre eles estão o Delegado de Polícia Romel de Abreu Júnior e o Tenente Coronel Benício Ferrari Junior e o Major André Pimentel Lugon.
Ainda arrolados pelo Ministério Público, foi requisitado o comparecimento dos Peritos Deyvid Veiga Ruy, Wanderson de Souza Lugão e Josidéia Barreto Mendonça, além de Francisco Mutz Ratzke e Fabrício Souza Pelição.
O Juiz Tiago Camata também requisitou o comparecimento dos Delegados de Polícia André Jaretta Ardison e Jauber Fornaciari Pissinale, que foram arrolados pela defesa.
Georgeval vai a júri sob acusação de: homicídio qualificado contra as duas crianças, estupro de vulnerável contra as duas crianças, e tortura contra as duas crianças.
O crime - Ainda dia escuro, do feriado de 21 de abril de 2018, Linhares, ainda sem saber a real dinâmica do fato, pedia orações e palavras de conforto para Georgeval. Na versão dele, o quarto das crianças teria pegado fogo. Mas não demorou para que a Polícia Civil chegasse ao terrível desfecho: Após estuprar e torturar o próprio filho e o meio-irmão dele, o réu teria simulado tudo, e as crianças podem ter sido queimadas ainda vivas. Abaixo, confira fotos da época que réu atuava no setor de beleza e tinha o serviço bastante elogiado:

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