
O Brasil perdeu na manhã de hoje, 2 de fevereiro, a jornalista Glória Maria Matta da Silva, conhecida mundialmente e considerada como espelho por inúmeros profissionais da imprensa, símbolo do telejornalismo, é o que chamamos de "jornalista raiz", como aqueles profissionais que "se viravam" nos tempos em que nem se ouvia falar em internet. Em 1970, por exemplo, ela foi levada por uma amiga para ser radioescuta da Globo do Rio, e, através das frequências de rádio da polícia e rondas ao telefone, sempre "na cola" dos locais de trabalho das polícias civil e militar, sabia de tudo para informar o público.
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De família simples, filha de um alfaiate e uma dona de casa, a jornalista se destacava em todas as disciplinas dos colégios públicos que passou. Ela falava vários idiomas, e, simplesmente ela estrela nos programas da Rede Globo que tiveram a honra de tê-la como profissional.
Em 2019, diagnosticada com um câncer de pulmão, enfrentou o tratamento com imunoterapia e teve sucesso. Depois, ela sofreu metástase no cérebro, que também pôde, inicialmente, ser tratada com êxito por meio de cirurgia, mas os novos tratamentos não avançaram.
E na manhã de hoje, ela se foi. Deixa o clima de luto nas redações, a admiração no coração de quem a admirava e a tinha como parte da vida sem nem mesmo nunca ter estado com ela pessoalmente. Nossos sentimentos às filhas, declaradamente a paixão da profissional nota mil.
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