
Há anos, a Viação Joana D´Arc de Linhares alerta sobre o desequilíbrio econômico-financeiro e os desafios para manter a empresa com os salários em dia.
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Em agosto passado, o motoristas da empresa desencadearam uma greve em razão do atraso nos salários, situação que foi resolvida mediante acordo. Porém os problemas não foram totalmente resolvidos.
Em razão das dificuldades comprovadas por um estudo técnico, a justiça concedeu à empresa um reajuste de R$ 0,10 na passagem de ônibus, que entra em vigor a partir de 1º de novembro. O valor atual é R$ 4,10.
Segundo a empresa, o reajuste ainda não consegue recuperar os estragos causados pela queda no número de passageiros, especialmente pós pandemia. Segundo estudo técnico, seria necessário chegar aos R$ 4,38 a partir de janeiro de 2022 para cobrir todas as despesas. Hoje o valor deveria ser ainda maior levando em consideração a alta dos custos, especialmente do diesel.
Uma solução proposta pela empresa seria a concessão de subsídio governamental para a tarifa, como ocorre na Grande Vitória (Sistema Transcol), em Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz e Colatina além de centenas de municípios em todo o Brasil e na maioria dos países que possuem transporte público regular.
Além disso, o benefício das gratuidades cresce assustadoramente. De janeiro a julho, ocorreram 653.806 giros de catraca sem pagamento da tarifa. Só de idosos foram 336.018 passagens grátis em sete meses com o agravante de não existir fonte de custeio nas leis que criaram o benefício.
Com a crise no transporte coletivo de Linhares, os prejuízos podem ser inúmeros: falta de ônibus para a população e desemprego.
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