
A Festa da Cidade movimenta a chamada economia informal, sobretudo na Praça de Alimentação. Nos dias que antecedem o evento, quem atua nesse setor e na semana que antecedeu o evento, Maurílio, mais conhecido como Tio da Pipoca, se reuniu com os irmãos Enoque e Marta para definir o que seria de fato comprado para eles venderem em uma das barracas da Praça de Alimentação do Parque de Exposição durante os dias do evento Linhares 214 anos. “De uma coisa estivemos sempre certos: não compraríamos nenhum tipo de bebida alcoólica”, começou o ambulante ao ser entrevistado sobre o movimento da economia informal no período de 20 a 24 de agosto de 2014.
A iguaria convencionalmente chamada de “churrasquinho”, na barraca dos irmãos foi definida como “churrascão”, e “puxou” outros nomes para o aumentativo como tropeirão, por exemplo. “As bênçãos que Deus dá são grandes, se levamos o trabalho a sério, e se fizermos a nossa parte, não temos do que reclamar”, justifica.
Uma curiosidade foi percebida na barraca, e tem a ver com o churrasco. É que para dar conta do movimento sem deixar as pessoas esperarem por muito tempo, os ajudantes de Tio da Pipoca acumulam a iguaria e usam um ferro de passar roupas, modelo antigo, daqueles bem pesados, para. Literalmente. passar o churrasco. “Fica aqui na chapa por pouco tempo, pois logo aparece freguês e leva”, comemora um dos três ajudantes contratados pelos irmãos.
E a demanda superou as expectativas: quando concedia entrevista ao Site Eu Vi em Linhares, na madrugada de sexta-feira (22), Maurílio disse que assim que o dia amanhecesse as mercadorias precisariam ser repostas, para que os churrascos, refrigerantes, aipim e outros tipos de alimentos continuassem sendo vendidos ao público.
O ambulante não revelou a margem de lucro, mas detalhou que investiu R$ 1,5 mil para ter direito de montar a barraca no Parque de Exposição e R$ 4,5 mil em mercadorias (antes de repor o estoque). Os preços são bastante acessíveis: R$ 5,00 o churrascão bovino e R$ 3,00 o de frango. Uma porção de carne de sol com aipim sai por R$ 15,00. O refrigerante lata é vendido por R$ 4,00.
Pipoca
O carrinho usado para vender pipoca fora do período festivo, também estava sendo utilizado no Parque de Exposição. O ambulante disse que pagou R$ 400,00 para explorar o comércio e que os saquinhos com pipoca são vendidos a R$ 3,00 e R$ 5,00. “Vale à pena. O lucro é certo aqui, na barraca, e no carrinho também”, relatou.






Latinha


Perto da barraca de Maurílio, o Tio da Pipoca, encontramos Laudiceia Alcântara Nunes, moradora do bairro Santa Cruz e que todas as noites segue até o Parque de Exposição para catar latinhas. Ela disse que vende o quilo do alumínio por R$ 2,00 e que o dinheiro é usado para comprar comida.
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