
Repercute no Norte do Espírito Santo o resultado de um dos julgamentos mais longos da pauta de setembro no salão do Tribunal do Júri de Linhares. Durante dois dias, defesa, três réus, ministério público e o Juiz de Direito da 1ª Vara Criinal, Tiago Camata, “esmiuçaram” os autos sobre a morte de Bráulio de Andrade Christo, assassinado a tiros em fevereiro de 2013, no bairro Aviso. E, conforme já informamos em manchete anterior, os três réus foram absolvidos pelos jurados.
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Mas o que a defesa sustentou, para que os três réus: o ex-vereador João Freires Júnior, o Juninho; e também Wanderson Gomes, o Cacique; e Tiago Silva Santos, o Tiago Zói, deixassem o Fórum Desembargador Mendes Wanderley, declarados inocentes? Nós procuramos saber. Confira abaixo:
O julgamento extenso, testemunhas de acusação e defesa, debates. O Ministério Público falou por 2 horas e 30 minutos, e cada defesa de cada acusado teve aproximadamente 50 minutos para usar a palavra na divisão do tempo regulamentar. Nós conversamos com um deles, o criminalista Leandro Freitas de Souza, que, ao lado de Marcos Cabral Cunha, defendeu Tiago Zói. Confira:
“A tese de defesa foi a negativa de autoria, e essa negativa de autoria foi sustentada com base na fragilidade em relação ao que foi produzido pela acusação ao que tange a prova de autoria”, disse o advogado.
“A vítima faleceu, mas, a autoria, no Processo, era completamente incerta em relação a todos os acusados. Não tinha prova para condenar. E o argumento das defesas foi a falta de provas suficientes para condenar e levar a um decreto condenatório”, concluiu ele.
Os outros acusados foram defendidos pelos advogados Petrius Abud Belmok (defesa de Cacique) e Ludgero Ferreira Liberato dos Santos (defesa de Juninho).
E a pergunta continua: Quem matou Bráulio de Andrade Christo?
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