
Esfera federal: O ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Joel Ilan Paciornik, indeferiu uma liminar (mais uma) que beneficiaria o vereador Waldeir de Freitas Lopes, e manteve a decisão do Juiz Tiago Camata, da 1ª Vara Criminal de Linhares, que decretou a prisão preventiva do vereador. Com isso, ele continua foragido, e quem souber onde pode ser encontrado, deve avisar no 181.
Waldeir de Freitas Lopes, segundo a justiça, é suspeito de envolvimento na execução do ativista político Jonas da Silva Soprani, 48 anos, baleado dentro de um bar no BNH, perto da divisa com o Pó do Shell. O crime aconteceu na noite de 23 de junho de 2021, e chocou a comunidade de Linhares, com repercussão no Brasil.
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No dia 15 do mês passado, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça também manteve, de forma unânime, a Decisão do Juiz Tiago Camata. Lembrando que o Mandado de Prisão em desfavor do vereador está aberto desde o dia 3 de maio do ano em curso.
Na Câmara de Linhares – Pelo Regimento Interno da Casa de Leis de Linhares, existe um total de Sessões Ordinárias que um vereador pode faltar, e se o edil atingir esse limite, a perda do mandato é automática. Geralmente isso só acontece após a soma de atestados apresentados, e possíveis férias. Relembre abaixo um pouco mais sobre o caso, desde o início:
Primeira prisão - O vereador Waldeir de Freitas Lopes foi preso pela primeira vez pela Polícia Civil no dia 29 de julho do ano passado (2021), no Centro de Belo Horizonte, onde estava em um hotel e participava de um curso de Gestão das Organizações Públicas nos Municípios.
Revogação - No dia 20 de agosto do mesmo ano, manchetamos que o juiz da época que atuava na 1ª Vara, acatou o pedido de revogação da prisão temporária, bem como o pedido de que a prisão não fosse prorrogada, e mandou soltar o vereador.
Outras pessoas também foram presas, entre elas dois irmãos gêmeos, um ficou isento de envolvimento e está fora do alvo das prisões.
Vídeos – O ativista político Jonas da Silva Soprani era bastante conhecido por conta de vídeos que divulgava nas redes sociais, focados em diversas denúncias.
A defesa (advogado) de todos os citados tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.
Em maio último, o advogado Leandro Freitas de Souza, falou sobre o mandado em desfavor de Waldeir, quando o caso ainda estava em segredo de justiça: “Pra começar, a informação que tenho que passar é que o processo está em segredo de justiça, e estando em segredo de justiça, a defesa se reserva em falar tão somente sobre a decisão do juiz, e em momento oportuno iremos trabalhar para combater essa decisão no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. Acreditamos fielmente na inocência do vereador Waldeir, bem como também entendemos que a prisão no presente momento é desnecessária”, disse o advogado.
Sem sigilo - A pedido do Ministério Público, a Justiça retirou o sigilo do caso, tendo em vista que as investigações já se encerraram e não existe, no momento, risco de que a publicidade possa prejudicar a produção das provas e a instrumentalidade do processo.
Waldeir de Freitas foi denunciado pelo MPES por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e homicídio qualificado tentado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa de outro homem que foi baleado na mesma ocasião. Os demais réus foram denunciados por crimes diversos, como homicídio qualificado, porte e comércio ilegal de arma de fogo e integrar organização criminosa.
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