
É grande a expectativa em torno do nome que irá substituir o de Eduardo Campos (PSB) na disputa presidencial. Ele morreu juntamente com outras seis pessoas, no final da manhã de quarta-feira (13) e estava trabalhando na campanha em que aparecia em terceiro lugar nas pesquisas divulgadas pela mídia.
A morte de Eduardo Campos alterou muitos planos e também mexeu com a agenda de políticos que o apoiavam, entre eles o governador Renato Casagrande, que é candidato à reeleição. Em Linhares, o vereador Francisco Tarcísio Silva, militante do PSB desde 2005 e candidato pelo partido a uma vaga na Assembleia Legislativa, disse que “foi um choque” a morte do líder nacional do PSB. “É difícil porque a gente cria laços e a confiança que ele (Campos) tinha e repassava para os demais era impressionante”, disse o vereador, referindo-se ao modo com que Eduardo pedia votos. “Ele confiava piamente que iria para o segundo turno. Estivemos juntos em encontro partidário no Rio de Janeiro e em Brasília e considero que Eduardo Campos era uma das promessas jovens na política do Brasil”, concluiu Tarcísio.
Marina Silva
O PSB não torna público o destino da sigla quando o assunto é a disputa presidenciável, mas de acordo com Tarcísio Silva, internamente o assunto está sendo discutido. A decisão do partido, contudo, será divulgada publicamente somente após o sepultamento do corpo de Eduardo Campos, no domingo (17). Ninguém confirma o nome de Marina Silva (confira aqui o que o partido precisa seguir mediante a lei). “Acredito que o partido deverá lançar o nome de Marina Silva”, disse Tarcísio Silva, que por motivo de força maior não está no grupo que participa da cerimônia fúnebre no domingo.
Moção
Na sessão de segunda-feira (18) na Câmara Municipal de Linhares, Eduardo Campos deverá ser homenageado através de uma moção, a pedido do líder do PSB no município. “É lamentável perder alguém assim, tanto como pessoa tanto como político. Em horas assim o clima de rivalidade perde qualquer efeito”, considera Tarcísio Silva.
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