
Um casal identificado como Demerval da Silva Braga, de 58 anos, e Maria Ivonete Venturim Braga, de 53, foi preso numa operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais e a de Linhares e São Mareus, no Espírito Santo, fato respaldado por crime de estelionato, conforme nos informou o delegado Fabrício Lucindo Lima. Em destaque, o golpe do bilhete premiado. A prisão foi em São Mateus.
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“Trata-se da prisão de um casal de criminosos, que circula de carro por diversos municípios do interior do Estado do Espírito Santo, Minas Gerais e Nordeste, aplicando golpe do bilhete premiado e, inclusive, foi abordado e preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) e policiais de Minas Gerais, no momento que retornavam de carro do Nordeste. Dentro do veículo foram encontrados vários documentos, inclusive, os supostos "bilhetes premiados", usados no golpe”, disse Fabrício Lucindo Lima, chefe da 16ª Regional.
O setor de Inteligência da Polícia Civil de Linhares, segundo Lucindo, colaborou com as investigações, levantamentos e localização dos investigados. “Após serem interrogados pela Polícia Civil de Minas Gerais, foram encaminhados para o CDP de São Mateus, a disposição da Justiça de Minas Gerais”, disse o delegado.
Dinheiro – Os suspeitos são de Linhares, e foram para Valadares, em MG, onde aplicaram esse golpe em três idosas de aproximadamente 55 e 60 anos, que tiveram um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil entre elas. “Eles roubaram dinheiro (Real, Dólares), joias, e fizeram pagamentos com os cartões de crédito das vítimas”, contou o delegado.
Idosos – A ação dos criminosos consistia em abordar as vítimas, todas idosas, próximo ao INSS ou ao Hospital Municipal, dizendo que haviam ganhado na Megasena, afirmando terem um bilhete premiado. No entanto diziam não possuir uma conta bancária para receber o prêmio.
“Eles diziam que o valor do prêmio estava chegando a aproximadamente um milhão e meio de Reais. E eles carregavam um malote com um cadeado e, às vezes, diziam que o dinheiro estava naquele malote, e que no dia seguinte elas tinham que ir ao banco para que o malote fosse aberto, para elas pegarem o dinheiro”, diz o delegado que atuou no caso em MG.
E ele prosseguiu: “E para outras vítimas, eles diziam que precisavam do cartão e da senha para poderem receber esse dinheiro na conta delas. Elas entregavam o cartão, a senha, e, diante disso, eles iam até o banco, faziam vários saques nas contas, pagavam várias contas, e sumiam; inclusive, levando os cartões das vítimas”, concluiu.
A defesa dos citados (advogado) tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.
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