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Delegado questiona necessidade de sermos fiscalizados, e cita som alto, trânsito, crime ambiental...

Ele enfoca inúmeros exemplos reais, que a gente vive diariamente. Observações importantes, e que fazem mesmo a gente meditar, digamos assim.

06/04/2022 às 09h24
Por: Redação
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Delegado questiona necessidade de sermos fiscalizados, e cita som alto, trânsito, crime ambiental...

As leis existem, mas precisamos de fiscalização para que elas sejam cumpridas. O delegado da Polícia Civil, Fabrício Lucindo Lima, traz uns dados importantes e que colocam a cabeça da gente pra pensar. Leia, que interessante:

Caros amigos leitores, essa guerra da Rússia com a Ucrânia, a exata concretização da intolerância, me fez refletir bastante sobre minha vida e meu comportamento enquanto ser humano. Desde que tomamos consciência de nossos sentidos principais, fala, audição, visão, olfato e outros, aprendemos que o ser humano é uma criatura essencialmente social, que necessita viver em comunidade, interagindo com outros seres humanos e que somos dotados de racionalidade, inteligência e empatia. Será mesmo?

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Vejamos em primeiro lugar o nosso trânsito de veículos: nós precisamos que o “Estado” invista milhões de Reais em radares e câmeras nas rodovias e nas cidades, só para que nós respeitemos o limite de velocidade.

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No Espírito Santo nós temos uma Polícia Rodoviária Federal, que nos feriados prolongados disponibiliza várias viaturas para reforçar a segurança das rodovias federais e para garantir que nós usemos as rodovias sem nos matarmos em acidentes. 

Temos um Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, exclusivo para coibir os crimes e os excessos no trânsito e todos os batalhões da PM do interior e Cias Independentes, tem a sua seção de trânsito, com o mesmo objetivo. Temos ainda as guardas municipais de trânsito. Tudo isso, todo esse aparato, foi criado somente para que nós respeitemos as Leis de Trânsito e para voltarmos vivos para casa.

Não é uma coisa interessante? Nós não temos capacidade de respeitar as regras de trânsito sem que exista alguém que esteja pronto para nos fiscalizar e multar.

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Vamos ver agora a problemática, sem “solucionática”, dos crimes ambientais: Todos nós sabemos que protegendo a natureza, nós estamos garantindo o futuro de nossos filhos, netos e bisnetos, ou seja, proteger a natureza é garantir a continuidade de espécie humana.

Pois bem: se nós fossemos realmente seres dotados de inteligência, nós não precisaríamos da criação de um Batalhão Ambiental da Polícia Militar, Iema, Ibama, Delegacias de Crimes Ambientais, Greenpeace e outros. Quando você destrói as florestas, caça os animais da mata, promove pesca ilegal, polui os rios, mares e as águas, acaba com as nascentes e outros, você está destruindo o futuro de seus filhos, e, por uma questão lógica, não precisaríamos de ninguém nos vigiando ou fiscalizando  para protegermos o futuro da humanidade e de nossos descendentes,  mas talvez nós não tenhamos a racionalidade necessária para entender isso.

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Polícia Militar e Polícia Civil – Agora, que tal entrarmos nas demandas rotineiras da Polícia Militar e Policia Civil, no dia a dia? Em primeiro lugar as milhares de ocorrências de crimes vinculados a Lei Maria da Penha, de regra, casais não conseguem conviver em harmonia e necessitam da intervenção Policial. Já pararam para pensar sobre isso? O cara diz que ama a mulher, namora, casa, tem filhos e depois não ama mais, daí, agride, ofende, ameaça...E a Polícia resolve o problema. 

Som alto, um drama, centenas de ocorrências atendidas pela PM e Policia Civil; Ameaças; brigas de bar; desentendimento por conta de animais de estimação e outras milhares de ocorrências que acabam sendo atendidas pela Polícia, tudo por conta de nossa incapacidade de vivermos como seres sociais. 

Olhando por esse prisma, talvez nós nunca tenhamos um efetivo policial suficiente para pronto atendimento de toda essa demanda, que cresce assustadoramente ano após ano. Se nós fizermos o cálculo, iremos perceber que por conta de nossa intolerância natural, falta de empatia, incapacidade de conviver socialmente como maridos e mulheres ou com os que estão próximos, nós ocupando grande parte do efetivo policial com questões que poderiam ser solucionadas só com um pouquinho de inteligência e sem intervenção policial.

Esses são curtos e pequenos exemplos de que nós ainda não sabemos viver em sociedade, nós não somos seres racionais, nós precisamos de um enorme aparato  estatal, um caminhão de dinheiro de impostos, que sai também de  nossos bolsos,  somente para manter um sistema que  nos vigia, que nos controla,  para não fazermos mal a nós mesmos,  a terceiros no trânsito, a nossas mulheres, aos nossos filhos, aos nosso vizinhos, a natureza e etc... Vamos desistir? Não, nunca! Nós queremos um futuro melhor para nossos filhos.

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Junior Há 4 anos ...Forra as motos barulhentas aqui no Inter vontade de dar uma pedrada kkkkk
prot houseHá 4 anos ...Thouse o ex, né?
CarlosHá 4 anos ...E absurdo,é inacreditável que precise ser assim. Mas é a pura realidade.
VANDERLEIA Há 4 anos ...Parabéns! Falou tudo, Delegado Fabrício.
Júnior Há 4 anos ...KD meu comentário?
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