
“Antes de sair por aí divulgando vídeos, as pessoas precisam saber o que aconteceu, e eu vi quando ele estava perturbando e agredindo a família”. Dentro desta afirmativa de um morador do Residencial Rio Doce, no bairro Aviso, passamos praticamente a madrugada inteira nesta segunda-feira (4) apurando um triste ocorrido em Linhares, na noite deste domingo (3). Muitos vídeos, a maioria repetida, chegaram a nossa Redação, e vamos agora aos fatos que, certamente também pautarão os demais veículos de comunicação da cidade:
Siga o Eu Vi em Linhares no Instagram @euviemlinhares
Começando, confirmamos que teve mesmo um óbito em decorrência de disparo de arma de fogo vindo de um policial militar, e que o morto foi identificado como Eliel Borges Miranda, 43 anos, que ele tinha passagens pela polícia por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal, danos, e várias ocorrências pela Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, e que tudo isto consta no relatório policial sobre o ocorrido da noite deste domingo.
A solicitação para a PM ir ao local – O boletim cita que informo que a solicitação se deu às 22h54 para atender a filha de Eliel, e ela relatou que seu pai teria ingerido bebida alcóolica e estaria agressivo, batendo nela e na sua mãe, no meio da rua e por meio de golpes de tapas e puxões de cabelo. Quando a viatura chegou, o homem havia fugido.
Contudo, ele retornou após a saída da viatura, e novamente agredido as vítimas. A viatura também retornou ao local e os policiais se depararam com vários populares, inclusive filhos, de Ediel, correndo atrás dele querendo linchá-lo, e foi então solicitado apoio. Tudo está exatamente assim, no relatório policial.
O homem pulou alguns muros de residência, na tenta viva de evadir-se novamente dos populares que o perseguiam, e foi parar nos fundos de uma casa da Quadra 20, onde a guarnição teve autorização do dono e entrou. Ediel resistiu a todas as tentavas de se render, sendo necessário o uso progressivo da força na tentativa de imobilizá-lo, o que só foi possível em apenas um dos braços até a guarnição levá-lo ao solo.
Mais resistência - Ainda assim, o homem conseguiu levantar-se, e derrubou um Soldado com um empurrão. A arma do militar se soltou do coldre e caiu em meio a luta corporal e outro Soldado ordenou que o homem se rendesse. Mas Ediel, ainda segundo o boletim, além de desobedecer, fez menção de que iria pegar a arma caída.
O homem estava cada vez mais agressivo, e foi aí que o companheiro do Soldado que havia caído, efetuou um disparo de pistola. O relatório destaca que mesmo atingido e no solo, o homem ainda se apresentava agressivo e proferindo palavras ofensivas, ameaçadoras e de baixo calão contra os militares.
O Samu foi chamado, mas o homem já estava sem vida. A perícia chegou e removeu o corpo, e os demais procedimentos de praxe foram adotados com relação à arma do policial.
Mín. 17° Máx. 27°