
Com semblante cansado, mas determinado em cumprir com o compromisso que lhe trouxe ao Norte do Espírito Santo, o empresário Douglas Aguiar deixou claro: Só voltará para Belo Horizonte com o que pertence a ele. O empresário chegou ao aeroporto de Linhares no início da manhã desta quinta-feira (31), de onde seguiu, de carro, com uma comitiva para a cidade de Aracruz, tendo em mãos documentos referentes à reintegração, conforme nos explicou seu assessor Rodrigo Antônio Faria, de materiais que lotam dezenas de carretas. Trajando camisa com logomarca de sua empresa, Douglas, com seu jeito simples, disse que não quer nada além daquilo que lhe pertence. Vamos a mais detalhes:
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Ao voltar a falar com a nossa Redação, o empresário explicou que saiu de Belo Horizonte para acompanhar a reintegração de posse de andaimes, e que os materiais foram sublocados para uma empresa de Aracruz. Ele acrescentou que mal parou para se alimentar e que por conta de procedimentos burocráticos, precisou “ter muita paciência”, e que assim será até que toda a logística necessária e imposta, permita a retirada das carretas com os andaimes, conforme determina a justiça. “Só saio daqui com o que me pertence”, repetiu.
Fiel escudeiro de Douglas, o assessor Rodrigo Antônio Faria, disse que o empresário chegou a passar mal, mas que acredita na justiça e que o material, avaliado em cerca de R$ 100 milhões, será reintegrado. “Nesse tempo que estamos aqui, ele já soube das aldeias indígenas, comunidades inteiras de Quilombolas, e agricultores que têm sofrido nesta região, e já fala em ser uma espécie de voz para essas pessoas”, disse Rodrigo. "Agora vou incentivá-lo a tomar um banho e descansar um pouco. Amanhã (1º) retomaremos essa ação", comunicou.
Uma das advogadas de Douglas Aguiar, a Dra Priscila Benichio, disse por volta das 15h que aguardava o que foi imposto pela empresa que utiliza os andaimes, sublocados pela empresa que está inclusa como requerida na reintegração de posse. Trata-se de itens a serem cumpridos e que são relativos à mão de obra para a retirada do material a ser colocado em dezenas de carretas. Todo o serviço, conforme explicou a advogada, será de responsabilidade financeira do cliente dela. Nós acompanhamos o caso.
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