
Situação complicada no HGL, nas USF e na UPA infantil em Linhares nesta terça-feira (28). Após manchetarmos a superlotação no Hospital Geral de Linhares (HGL), no bairro Araçá, e a situação na Unidade Saúde da Família (USF) no bairro Planalto, chegou mais um fato, desta vez mais complicado ainda, na UPA Infantil, localizada no bairro Shell. Uma leitora disse que, entre a verdadeira multidão que esperava por horas para ser atendida, havia uma criança que estava babando muito, colocando a mão na barriga, falando “tá doendo”, e que a mãe acabou indo sentar na grama, onde recebeu apoio de outras que também aguardavam na enorme fila.
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Nós conversamos com a mãe do menino, que tem 4 anos. Ela disse que se chama Laudiana dos Santos Rosa, e que veio de Conceição da Barra para passar as festas de fim de ano em Linhares. Contou que o menino engoliu a moeda e que temia pelo desfecho caso o atendimento demorasse mais. A mulher estava na filha há mais de 2 horas, e a criança engoliu a moeda por volta das 14h. “Meu medo é ele dormir e não acordar. Pois, tem muita gente na minha frente”, explicou.
Outra leitora disse que cerca de 100 pessoas estavam aguardando dentro e fora da UPA. “O caso dele é urgente, quando a mãezinha chegou, pediram pra esperar pra ser atendido. A criança não para de babar e sentir dor, fiquei incomodada e fui até a recepção e precisei falar um monte de coisas, explicar para a atendente, e mesmo assim está aqui do lado de fora esperando atendimento do mesmo jeito. Já são mais de 21h, e até agora, nada. Isso é desumano, falamos de vidas humanas e vida de crianças inocentes”, disse a mulher, já aos prantos.
O que diz a Prefeitura – Nós levamos a situação à Prefeitura de Linhares, e fomos informados que o menino era o quarto na classificação amarela, e que seria chamado tão logo ocorresse os três que estavam na frente dele.
Nessa classificação, é sabido que trata-se de prioridade, e que o atendimento precisa ocorrer preferencialmente em até 60 minutos. Quando postamos a informação, às 21h10, o menino havia acabado de ser chamado por ordem de chamada, na tela. "Depois que o chamaram, na tela, por ordem de chamada, vieram aqui fora, e o chamaram novamente. Isso é um verdadeiro absurdo", concluiu a mulher que estava dando apoio à mãe da criança.
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