
Clima de dor, choro e sem ainda entender como, de uma hora para outra, o cenário de fim de ano muda. É assim na casa dos familiares do marmorista Almir Pinheiro de Souza, 39 anos, que morreu afogado na manhã deste domingo (26), interior de Linhares. Ao procurar a nossa Redação para informar os dados sobre a divulgação no obituário, a leitora Alice Agostinho, sobrinha da vítima, se emocionou bastante, pois o tio, conhecido como Negão, era como um pai para ela. “Sou sobrinha de dele de sangue, mas ele era como se fosse um pai para mim, pois foi quem me ajudou na minha criação, e quem sempre me deu exemplo de honestidade”, justificou.
Clique aqui e siga o Eu Vi em Linhares no Instagram
Casado recentemente – Alegre, extrovertido, bondoso, muito apegado à mãe e extremamente apaixonado pelos sobrinhos, as crianças que brincavam de bola com ele na frente da casa da mãe, e perto da lagoa que se formou por conta da água da chuva, e que foi o cenário da morte. “As crianças estavam brincando com uma bola, e teve um momento que a bola caiu na lagoa, ele foi até a lagoa para tentar pegar, e foi aí que aconteceu o afogamento, mesmo ele sabendo nadar, pois ficou agarrado em uns matos no fundo da lagoa”, contou a leitora.
Atualmente a vítima morava no bairro Boa Vista, que fica entre o São José e o Linhares V. “Ele mudou de Rio Quartel após se casar. Era casado há 11 meses, e completaria 40 anos dia 30 de janeiro. Estava tão feliz”, lamenta a sobrinha.
Ela contou que o tio não tinha filhos, e que a esposa foi para a Grande Vitória passar o natal com a família, enquanto ele foi para a casa da mãe, também para comemorar a data. “Estamos sem chão, é como posso chamar isso que vivemos hoje”, concluiu.
Velório e sepultamento – Após liberação no Serviço Médico Legal (SML), o corpo de Almir seria levado para a Capela Mortuária de Rio Quartel, e o sepultamento foi marcado para esta segunda-feira (27), após parentes da vítima chegarem a Linhares. O horário não foi definido.
Mín. 17° Máx. 27°