
A semana começa em clima de luto, após a triste notícia que atingiu uma família no interior de Linhares, na localidade de Gravatá, ontem (25), no almoço de natal. E acende o alerta para a atenção redobrada quando houver crianças em área de lazer com piscina. O luto é pela m0rte de uma menina de 2 anos, que já chegou ao Hospital Geral de Linhares (HGL) sem vida, após se afogar na piscina durante almoço de família no dia de natal. Até no Serviço Médico Legal (SML), o clima de tristeza tomou conta do ambiente durante os procedimentos para liberação do corpo da menina, cujo nome e fotos foram pedidos para não serem divulgados. “É para evitar mais dor, por favor, respeitem”, explicou a pessoa que fez o pedido, e que também pediu para não ter o nome divulgado.
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Saiba mais – O afogamento normalmente ocorre de maneira rápida e silenciosa. Pode acontecer em um breve momento em que a criança encontra-se sem supervisão. Em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos, danos irreversíveis ao cérebro podem ocorrer.
Por possuírem a cabeça mais pesada que o corpo, crianças com até quatro anos de idade ainda não têm força suficiente para se levantarem sozinhas e nem mesmo capacidade de reagir rapidamente em uma situação de risco. Por isso, em caso de queda ou desequilíbrio, elas podem se afogar até mesmo em recipientes com apenas 2,5 cm de água.
Dicas de prevenção Geral
- Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo;
- Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
- O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
- Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193);
- Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;
- Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
- Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;
- Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.
Piscina
- Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
- Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.
Águas naturais
-Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;
-Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.
Ambiente doméstico
- Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
-Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário baixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);
-Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.
Fonte: https://criancasegura.org.br
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