
Lembram da notícia divulgada aqui no Eu Vi em Linhares considerando relato contido em boletim policial, dando conta de que uma adolescente de 16 anos afirmou ter sido dopada e estuprada por dois indivíduos, e depois ainda foi abandonado em um motel de Linhares, onde teve o celular confiscado porque os dois homens a deixaram sozinha sem pagar a conta? Pois bem: o delegado Fabrício Lucindo Lima, chefe da 16ª Delegacia Regional de Linhares, disse que ela inventou tudo, inclusive, a localização do motel, para onde entrou de salto alto, e de livre e espontânea vontade. Vejam o que apontaram as investigações:
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O delegado disse que o Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o caso, e em seguida começaram os trabalhos investigativos, e a Polícia Civil descobriu que o fato ocorreu em outro motel, situado em outro bairro da cidade. “Os dois homens foram devidamente identificados, um deles já foi interrogado e negou tudo que foi relatado pela adolescente”, disse o delegado.
A Polícia Civil conseguiu constatar pelos vídeos dos sistemas de monitoramento, que o trio entrou no motel naturalmente. “Um dos homens entrou abaixado para a conta não ficar mais cara, desembarcaram do veículo naturalmente, andando, inclusive a vítima sem nenhum sinal de estar dopada, andando naturalmente e inclusive com sapato de salto, por volta das 05h45 do dia 11 de novembro de 2021”, inicia o delegado ao detalhar os fatos reais da situação.
“Ouvimos os funcionários do motel e estes informaram que o trio sai naturalmente do motel e no momento de pagar a conta, o cartão de um dos homens apresentou defeito, ou não tinha saldo para pagar a dívida. Então, um dos homens saiu para tentar buscar dinheiro e o outro e a vítima aguardavam na portaria para serem liberados. Como o homem não voltava com o dinheiro, ela perguntou se poderia deixar o celular como garantia, e que voltaria para pagar e pegar o celular de volta. Os funcionários do motel só descobriram que estavam em três no momento de pagarem a conta”, continua o delegado.
E o “plano” da menor ganha espaço nas investigações que apuraram os fatos: “Os funcionários primeiro perguntaram se alguém tinha o telefone do homem que saiu primeiro e não voltou, e que tipo de relacionamento tinha com ela; Ela falava que eles tinham saído para um rock para beber e ela encontrou com eles em um bar do bairro Shell, e vieram para o motel pela manhã. O trio se conheceu naquela noite e resolveram finalizar no motel e ninguém sabia nem o nome correto uns dos outros”, contou o delegado.
E ele prosseguiu: “Como não tinham dinheiro, ela resolveu ligar para a mãe e pedir um depósito por PIX, a mãe perguntou onde ela estava e ela falou que estava na casa de uma amiga e que precisava de duzentos e cinquenta e dois reais. Depois de um tempo a mãe ligou de volta e perguntou onde ela estava e disse que não sabia fazer PIX, e falou que iria levar o dinheiro onde ela estava”.
“De pronto ela não aceitou, pois estava em um motel. Em seguida foi apurado que ela propôs deixar o celular e voltar mais tarde com o dinheiro. Para resolver o problema, os funcionários do motel aceitaram, pois o outro rapaz que estava com ela no motel não tinha nenhum dinheiro naquele momento e acabou assinando uma nota promissória. Quando voltassem com dinheiro, receberiam a nota promissória e o celular de volta. Mas eles não voltaram.”
E ainda não acabou: “Foi apurado ainda, que ela em momento algum parecia embriagada ou sob efeito de drogas, e o tempo todo falava com os funcionários que a mãe não poderia nem sonhar que ela estava em um motel com dois homens. Em resumo de toda a história, ficou comprovado que ela entrou no motel por vontade própria, não estava dopada, nem na entrada do estabelecimento e nem na saída”, completou o delegado.
Os dois homens envolvidos na história, conforme explicou o delegado, foram identificados e um já foi ouvido e negou toda a história contada pela menor, e confirmou a história contata pelos funcionários do motel. “O outro envolvido também será interrogado para esclarecer melhor os detalhes, apenas não tinham dinheiro para pagar a conta, deixaram nota promissória e celular empenhados para voltar e pegar depois e ela criou toda essa história de estupro, talvez para justificar para a família, o motivo do celular ter ficado no motel, caso encerrado. Como é adolescente, irá responder pela prática de fato análogo ao crime de denunciação caluniosa”, concluiu o chefe da 16ª DRL.
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