
Trabalhadores de duas empresas do setor metalúrgicos que funcionam na região de Bebedouro/Rio Quartel ficaram sem ter como embarcar nos coletivos que os transportam ao trabalho, seja na saída do chamado primeiro turno ou nos pontos onde intencionavam seguir para o trabalho na tarde desta terça-feira (9). O motivo é um movimento realizado pelo sindicato da categoria, que reivindica melhorias salariais. “Nem sei como vou fazer para ir embora”, disse, por telefone, um colaborador de uma indústria de motores.
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O ponto de concentração do protesto foi o chamado Trevo de Bebedouro, e muitos coletivos aparecem em imagens feitas em uma área de estacionamento, e também no acostamento da Rodovia BR-101, onde o tráfego de veículos chegou a ficar bastante lento; e a lentidão permanecia quando postamos esta informação.
Na Polícia Rodoviária Federal, a informação é que não houve veto no tráfego de veículos, apenas dos ônibus que transportavam os trabalhadores das duas empresas. A situação mais complicada foi no trecho de Bebedouro, mas a BR-101 não chegou a fechada.
No site do Sindimetal consta que os metalúrgicos do Espírito Santo decidiram entrar em greve nesta segunda-feira (8), e que a decisão foi tomada durante a Assembleia organizada pelo Sindimetal-ES na quinta-feira (4), quando foi rejeitada a proposta feita pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Espírito (Sindifer) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Na publicação, o diretor do sindicato, Roberto Pereira de Souza, disse que “o setor metal mecânico foi o que mais cresceu na pandemia e os empresários não querem dividir os lucros com os trabalhadores, então, a solução foi cruzar os braços, em prol de uma carteira de benefícios melhor, um reajuste digno de salário, um plano de saúde justo”.
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