
Outubro é marcado como o mês da conscientização e prevenção do câncer de mama. Esse movimento, conhecido mundialmente, se chama “Outubro Rosa” e ressalta a importância da detecção precoce do câncer de mama.
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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o que mais acomete as mulheres e, um dos mais importantes fatores de risco, é a idade. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorre após os 50 anos. Neste ano, o INCA lançou sua sexta cartilha com foco principal na prevenção primária e no fortalecimento das recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
O oncologista Loureno Cezana, esclarecer algumas dúvidas sobre o tema, e você confere abaixo:
– Como diagnosticar o câncer de mama?
O câncer de mama no Brasil afeta anualmente próximo de 65 a 70 mil mulheres. Essas mulheres têm o diagnóstico por meio do exame de rastreamento, as vezes numa fase assintomática. Outras pacientes descobrem a doença por meio do exame físico, quando percebem um nódulo no seio, muitas vezes num estágio mais avançado e sendo o diagnóstico definitivo feito através de uma biópsia.
– Quais os fatores que levam o desenvolvimento do câncer de mama?
Na maioria dos casos, o câncer de mama tem como fator de estímulo o hormônio feminino. Então, situações que levam a grandes exposições de hormônio feminino, seja por origem exógena (quando a paciente usa anticoncepcional ou quando faz reposição hormonal) ou por fatores endógenos (menopausa tardia e a primeira menstruação precoce), são fatores de risco. Além disso, a obesidade e alguns hábitos de vida levam ao desenvolvimento de câncer de mama. Em 5 a 15% dos casos existe hereditariedade.
– Existe alguma forma de se evitar o câncer de mama?
Como fatores de proteção, nós temos: hábitos saudáveis, a prática de esportes e atividades físicas, controle de peso e a amamentação.
– Como a mulher pode perceber a doença?
O melhor método de rastreamento da doença é a mamografia.
– O que é a mamografia?
A mamografia é um raio-x da mama que deve ser realizado obrigatoriamente a partir dos 50 até os 70 anos de idade. Numa situação ideal, a partir dos 40 anos fazer a mamografia para se detectar lesões precursoras ou tumores de fase inicial.
– Com o autoexame podemos rastrear a doença?
O autoexame é muito importante para a paciente conhecer o próprio corpo. Mas não utilizamos como método eficaz de rastreamento. O autoexame vai detectar um nódulo maior que 1 a 2 cm, que é o caso de uma doença mais avançada. E nós, precisamos detectar de forma precoce.
– O que mais a mulher pode fazer para se cuidar?
Orientamos eliminar os fatores de risco modificáveis já citados. Por exemplo, caso tenha histórico de câncer na família, é necessário analisar outro método anticoncepcional que não seja hormonal e procurar, ainda jovem, um médico para conversar sobre o risco individual. Além disso, é muito importante realizar os exames de rastreamento conforme indicado para cada faixa etária. (Por Raianne Trevelin).
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