
O feito de Bernardo José dos Santos, o Caboclo Bernardo, que em 1887 salvou 128 marinheiros de um navio imperial que naufragava próximo à praia de Regência, virou história em quadrinho.
O lançamento do gibi "Caboclo Bernardo - O Herói Capixaba" será realizado nesta quinta-feira (10), no Centro Cultural Nice Avanza, na Praça 22 de Agosto, Centro de Linhares, às 19 horas. Os 60 mil exemplares impressos trazem a história do herói linharense em uma linguagem divertida e atual, e serão distribuídos gratuitamente, a todos os alunos da rede municipal de educação.
A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura, e durante o lançamento, os participantes serão recepcionados pelo secretário Municipal de Cultura, Roberto Cordeiro, pelo jornalista que atuou como roteirista do gibi, Zenilton Custódio, e o filho dele, o ilustrador Yuri Custódio. O gibi "Caboclo Bernardo - O Herói Capixaba" faz parte das ações realizadas neste ano de 2014, em comemoração ao centenário de memória do herói linharense.
Lançamento de gibi e réplicas de medalha
De acordo com o secretário de Cultura de Linhares, além do lançamento do gibi, na ocasião serão entregues réplicas da medalha humanitária, recebida por Bernardo, para homenagear pessoas que tem envolvimento e trabalham em prol da cultura do município. "A ideia é manter viva e popularizar a história de Caboclo Bernardo. Por isso a homenagem é muito importante para nos ajudar a não esquecer aqueles que há muitos anos são referência na militância em apoio à cultura de Linhares", explica Roberto.
História
Nascido no ano de 1855, em Regência Augusta, Bernardo José dos Santos, o Caboclo Bernardo, aprendeu desde criança os segredos do rio e do mar, de onde tirava seu sustento como pescador e catraieiro (Barqueiro de uma pequena embarcação). Exímio navegador, Bernardo entrou para a história no ano de 1887 após arriscar sua vida para salvar uma tripulação náufraga no Pontal do Rio Doce.
Era madrugada do dia 7 de setembro de quando o navio Imperial Marinheiro chocou-se com bancos de areia localizados a 120 metros da praia. A população de Regência se mobilizou para tentar salvar a tripulação, mas pouco se podia fazer por conta do mar violento.
Foi quando, ao amanhecer do dia, Bernardo se dispôs a nadar até o navio levando uma corda por onde os tripulantes poderiam vir, um a um, pendurados até à praia. Dos 142 tripulantes, 128 conseguiram se salvar. Bernardo foi condecorado pela Princesa Isabel e recebeu uma medalha de ouro pelo ato de bravura. O herói morreu assassinado em 3 de junho de 1914.
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