
O “tempo fechou” na noite de terça-feira (14) em frente a um estabelecimento comercial localizado na Avenida João Cabral de Melo, bairro Palmital. O dono do local filmava uma operação da Guarda Municipal e agentes de trânsito da Prefeitura de Linhares, quando foi questionado por um dos servidores e respondeu que o celular é dele e filma quem ele quiser. Em seguida o servidor pede a documentação do comerciante, e a partir daí os ânimos se exaltam. Isto está em um vídeo enviado pelo dono do comércio para a nossa Redação.
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Versão dos servidores - A ocorrência foi encerrada na delegacia, mas o caso está longe de chegar ao fim. O relatório do boletim registrado por parte do servidor cita que a ação acontecia por volta das 21h00, e que o objetivo era retirar veículos estacionados em local proibido por sinalização.
Consta no relatório que o comerciante estava filmando a operação e ao ser questionado por estar filmando, este começou a fazer agressão verbal, e logo em seguida partiu para agressão física chutando o agente de trânsito na região do peito, e tapa no rosto.
O relatório acrescenta que o comerciante também agrediu um Guarda Municipal nas pernas, e que este caiu ao chão. Acrescenta que também agrediu com tapa no rosto outro GM, e que houve a necessidade de uso da algema e transporte no cofre da viatura até a delegacia.
Versão do comerciante – O comerciante também registrou boletim de ocorrência e destacou a entrega de um pen drive com as imagens do fato em diversos ângulos. Ele disse que o guarda municipal tentou pegar o celular das mãos dele e que houve empurrões sendo jogado ao chão pelos guardas municipais.
Além de registrar o Boletim, o comerciante também procurou a nossa Redação e disse que filma as ações de trânsito e tem diversas delas, todas em frente ao seu estabelecimento, para conseguir que alguma autoridade execute um projeto que torne mão única a via que sediou a ocorrência, por ser esta estreita demais para duas mãos de direção.
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“Nunca vi isso na minha vida. As imagens mostram como fui tratado. Além disso, fui algemado e levado no cofre de uma viatura como se eu fosse um bandido. Permaneci algemado na barra de ferro da delegacia, sofri lesões no corpo, tudo porque estava filmando a operação, com meu celular, o que tenho por direito”, disse o comerciante.
Ele ainda prosseguiu: “Pago IPTU e outros impostos, gero seis empregos com carteira assinada, sem falar nos indiretos por conta da música. Sei quais são meus direitos e as minhas obrigações, é um absurdo o que fizeram. Meus advogados estão no caso, e, como disse, sei quais são os meus direitos”, concluiu.
O comerciante, além do vídeo, também nos enviou fotos das marcas que ficaram no seu corpo.
Além das versões acima, também enviamos demanda para a Prefeitura de Linhares, e estamos aguardando retorno.
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