
O caminhoneiro que nos deu entrevista ao afirmar que em Linhares a paralisação continuaria com o bloqueio na altura do km 137, chorou ao voltar a nos procurar assim que postamos a informação, e anunciar que “está passando tudo”.
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Ele disse que estava saindo do local “rumo a outro ponto” para “continuar a luta, pois em Linhares as pessoas não apoiam, apenas acendem fogo de palha”. De acordo com o profissional, a categoria fará uma reunião com representantes que formaram uma comissão para definir os rumos do movimento daqui para frente. "No Posto da Mata (BA) estão firmes e fortes, e to indo pra lá", anunciou.
Ele estava bastante revoltado, e disse que “só se unirá de novo para paralizações de caminhoneiros em outras cidades, se possível, outros estados”. Acrescentou que grupos criados nas redes sociais para repasse de informes sobre o movimento Linhares já foram desfeitos, e finalizou: “Nunca mais entro em algum deles, pelo menos aqui em Linhares”.
No início da noite desta quarta-feira (8), o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, divulgou um vídeo informando que a partir das 6h desta quinta (9), apenas ambulância e cargas com remédio e oxigênio passariam nas bases de bloqueio. Zé Trovão é tido como líder da categoria no Brasil, e é investigado em inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Motoristas fizeram filas em postos de combustíveis e pessoas temeram desabastecimento no setor varejista, e às 08h30 desta quinta-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não havia até aquele momento pontos de interdição nas rodovias federais do Espírito Santo. “Equipes da PRFs no trecho assegurando a fluidez do trânsito”, diz a publicação.
Sobre o movimento dos caminhoneiros, a Polícia Rodoviária Federal informou que "há manifestações. Mas não há bloqueios ou interdições de rodovias".
Em tempo - Um caminhoneiro da Bahia, entrou em contato com a nossa Redação e pediu: "Que todos que gravarem vídeos ou áudios sobre a paralização informem o dia, a hora e o local com município, estado e a rodovia que está". Ele explicou que "existe confusão com a realidade e o que não está acontecendo", e garantiu que "o movimento não acabou, e que os caminhoneiros não desistirão de seus objetivos".
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