
A justiça acatou pedido de revogação da prisão temporária, bem como o pedido de que a prisão não fosse prorrogada e mandou soltar o vereador Waldeir de Freitas Lopes, apontado pelas investigações da Polícia Civil como mandante da morte do ativista político Jonas Soprani. A ação formal da defesa, feita pelo advogado Leandro Freitas de Souza, se deu no início da tarde desta sexta-feira (20). Desse modo, quando postamos esta informação, o vereador estava prestes a deixar a prisão.
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A Polícia Civil havia representado, ontem (19), pela prorrogação por mais 30 dias da prisão temporária de Waldeir, o processo foi com vista ao Ministério Público, o promotor de justiça manifestou no sentido da prorrogação, mas a defesa, por sua vez, por volta das 12h desta sexta-feira (20), entrou com pedido da revogação da prisão temporária, bem como que a prisão não fosse decretada por mais 30 dias, alegando que não havia mais necessidade da manutenção da prisão do vereador.
O pedido foi acatado pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Linhares. “Meu cliente é servidor público por décadas, tem residência fixa e não tem elementos suficientes dentro do inquérito policial para colocar o meu cliente na qualidade de mandante do crime, disse o advogado. Com esses argumentos, a defesa sustentou que a prisão é desnecessária e o juiz acatou aplicando as chamadas medidas cautelares que devem ser seguidas pelo investigado.
O ativista político Jonas da Silva Soprani, 48 anos, era bastante conhecido por conta de vídeos que divulgava nas redes sociais, focados em diversas denúncias. Ele foi baleado na noite de 23 de junho desse ano, dentro de um bar, no BNH, chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois no Hospital Rio Doce.
O vereador Waldeir de Freitas Lopes foi preso pela Polícia Civil no dia 29 de julho, no Centro de Belo Horizonte, onde estava em um hotel e participava de um curso de Gestão das Organizações Públicas nos Municípios.
Outras pessoas também foram presas, entre elas dois irmãos gêmeos que também já foram soltos; um assessor de Waldeir e um jovem que é do Pó do Shell. Outro jovem que também seria preso foi morto no Pó do Shell, após matar um policial militar da Força Tática.
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