
O retrato da humilhação, misturado com tristeza e revolta. Assim estavam as leitoras Vanuza de Jesus e Elane de Jesus, quando procuraram a redação do Site Eu Vi em Linhares a fim de pedir providências para que familiares de Carlos Durão Gomes Júnior pudessem liberar o corpo para velório e sepultamento. O jovem de 27 anos foi socorrido pela família na tarde deste domingo (23), no Pó do Shell, onde foi baleado, e as leitoras afirmaram que ele “já chegou no HGL morto, minutos após as 15h”.
Além da dor da perda do familiar, as leitoras disseram que na manhã de hoje o corpo ainda estava no hospital esperando para ser recolhido e levado ao SML para os procedimentos devidos. “Só queremos velar e sepultar. Qual a causa dessa demora, se ontem, quando ele morreu, ainda nem era 15h30?”, questiona Elane.
Nós pedimos documento que prove a afirmativa, e de imediato, além da Carteira de Identidade da vítima, também enviou o documento acima, um protocolo de encaminhamento de corpos ao setor de vítimas de mortes violentas, no caso, o IML.
Nós apuramos o que aconteceu, e a constatação é a mesma de meses atrás: Não teve expediente no Serviço Médico Legal (SML) em Linhares, por falta de legista, e mesmo ainda sendo 15h13, conforme prova o documento, o corpo permaneceu no necrotério do HGL.
Como o hospital é administrado pela Prefeitura de Linhares, enviamos demanda ao setor de comunicação, pedindo uma resposta sobre o fato, e aguardamos retorno. E com relação ao que cabe ao Estado, fomos informados que o corpo foi recolhido às 8h desta segunda-feira (24), e lavado ao Serviço Médico Legal (SML) em Linhares. Fotos abaixo:
Quando ocorresse a liberação, o corpo de Carlos Durão Gomes Junior seria levado, segundo as leitoras, para a residência que fica na Avenida Padre Manoel da Nóbrega, 391, bairro Interlagos. Ainda não havia sido definido local e horário do sepultamento.
Atualizada às 10h01- Prefeitura de Linhares respondeu: "A direção do Hospital Geral de Linhares (HGL) informa que adotou todos os procedimentos necessários para a liberação e posterior remoção do corpo da unidade hospitalar até o Serviço Médico Legal do Município. Reforça que, este procedimento é de responsabilidade do Ciodes que aciona o SML local após a notificação do hospital. Em hipótese nenhuma, essa liberação pode ser autorizada pelo hospital para outro órgão ou departamento, ou a familiares. Pontua que, o serviço social do HGL prestou toda a assistência necessária aos familiares da vítima".
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